A 42° edição da Feira Ópera, evento com foco no mercado infantil, aconteceu entre os dias 20 e 22 de outubro, em São Paulo e trouxe as novidades em puericultura, moda, acessórios e decoração para a temporada do Inverno 2026.
Entre os destaques da estação continuam as aplicações de frutas e bichinhos, maxi estampas florais e as cerejas em looks para os bebês e os maiorzinhos. As listras invadem todos os modelos, tanto para os meninos quanto para meninas e deixam de lado o estilo navy, partindo para propostas urbanas e divertidas em tons que passeiam entre o amarelo, marrom, verde claro até o vermelho, preto e azul com mix de padronagens como mini flores, frutas e cogumelos. Moletom, tecidos em algodão e quentinhos em lã ou malha invadem macacões, conjuntos e vestidos.
A Feira trouxe também produtos sazonais como pijamas e acessórios para o Natal, moda praia, fantasias e a moda para festas juninas. Confira os destaques no segmento jeanswear:
Aramis Next
Pela primeira vez na Feira, a nova marca da Aramis tem como público os meninos que usam numeração dos dois aos 16. “Estamos apresentando nossa coleção de inverno e, pela primeira vez na Ópera, estamos muito empolgados com a divulgação, campanha, já fizemos contato com pessoas do Brasil todo que passaram pela feira. A Aramis Next é uma moda que se espelha no pai, com esse DNA sofisticado também para o guarda-roupa infantil, porém, sem deixar de trazer essa característica de criança. É uma marca que tem peças divertidas, conjuntos, com itens para qualquer ocasião, seja no conforto das férias, seja em festas e eventos mais formais, com a linha social de camisaria e sarja”, destaca a responsável pela marca.
Sua moda clássica e atemporal traz o jeans reto ou slim em calças e bermudas onde entram manchas, bigodes e fibras nobres em artigos no 100% algodão ou com elastano, linho com cara de denim, ajuste interno, proteção final de zíper e costuras com acabamentos que não machucam, em uma linha super premium. As sarjas tem aspecto clean em tons como o crú, preto e verde musgo. As camisas vêm no denim maquinetado e são leves e sofisticadas. Listras aparecem em camisetas de manga curta ou longa e a tendência college ganha espaço na jaqueta com ribana. Há ainda calçados e acessórios que complementam os looks.
As peças são vendidas em canais multimarcas, algumas lojas oficiais e no site.
Ópera Kids
Babados, aplicações, rendas e bordados permeiam a coleção da marca que apresenta também um mix de produtos premiums no jeanswear. Aqui, os destaques ficam por conta do denim com Lyocell em peças leves como calças com elástico e amarração, vestidos, saias longas com abotoamento frontal e babados e tops, além do jeans no 100% algodão somente amaciados com fibras aparentes no shortinho black com desfiados e as sarjas na calça cargo e shorts-saia com cós enviesado, um queridinho das meninas.
Tendências Inverno 2026
Os visitantes puderam conferir o Ópera Academy que reuniu palestras com muito conteúdo e insights como “Visual Merchandising, o Poder Invisível por trás das lojas que mais vendem“, com Karine Lombardi, “Comportamento de Consumo – Como vender para os pais de 2025” com Tati Ganme, “Inteligência artificial no Varejo de Tendência ou realidade“, com Max Daguano, “A compra consciente“, com Xavier Neto, “A conexão entre a consciência pessoal e profissional” com Marcos Ferro, “Felicidade no Trabalho e além” com Sandra Teschner, entre outras.
Katia Duarte, falou sobre o “Panorama da Moda Infantil: Guia de Tendências para o Inverno 2026“. A especialista começou sua palestra dizendo “Se me perguntarem quais são as tendências para o Inverno 2026, a resposta é, depende. Depende de onde sua loja está inserida, de quem é seu cliente, do público e do nicho que você atende, do clima da cidade que você atua. A moda, hoje, não é uma coisa taxativa; Eu adoraria que fosse, seria muito mais fácil falar de tendências”, afirma Katia.
A pesquisadora e consultora do mercado infantil e responsável pelo blog Pop Pop, disse ainda que é preciso conhecer a geração da mãe que está comprando. As da geração X, por exemplo, que têm idades entre 60 e 45 anos, e são as mães dos adolescentes e pré-adolescentes, já consumiam antes da Internet. Elas têm um hábito de compra diferente, vinculado com o produto e querem saber se é fácil de lavar, se vai encolher, se vai durar.
A geração Y de mães, com idade entre 44 e 29 anos, são as que dividem a vida inteira na Internet – do parto ao dia a dia. “Se o lojista não tem um contato digital, não está se conectando com essas mães”, diz Katia. Elas não precisam tanto do contato físico. São as que mais têm filhos no mercado hoje, por isso, é necessário entender o que é moda para elas, o que querem comprar. Essa geração é muito influenciada pela Internet, elas querem o que as blogueiras estão usando.
Já as mães mais novas, da Geração Z, com até 28 anos, já compram no Chat GPT e estão muito conectadas. Para conquistar essas consumidoras, não basta somente estar no Instagram, mas ser ativo e conversar com essas mães. Elas são influenciadas pelo Tik Tok e não sabem os nomes das marcas, porque, atualmente, são muitas. Aqui o que importa é que o filho está comendo com o mesmo pratinho da filha da blogueira. E é isso que é preciso saber – quem está influenciando essas mães.
Para Katia, o poder de escolha dos pais ainda é muito grande, apesar das crianças cada vez mais opinarem e escolherem o que querem. “Status não é ser rica, mas parecer rica”, essa é uma das características de algumas consumidoras brasileiras. E isso tem nome, segundo Katia,”Consumo conspícuo“. “Se uma dessas mães chega na sua loja e você oferece promoção, esquece. Ela não quer promoção, ela quer o melhor, mesmo que não tenha condições de pagar aquele valor, ela vai parcelar. Por isso, vocês precisam entender de gente, não só de tendência”, diz Kátia.
Katia abordou a importância da compra por parte dos lojistas, onde há uma curadoria que vai atender a demanda das mães. “A coleção precisa ser coesa, comprar boas peças que comuniquem alguma coisa, passar a sua linguagem, o seu olhar”, avalia Katia.
Outro fator para ficar de olho, são as crianças que influenciam, na Internet, muitas vezes, filhos de celebridades. “Acontece de alguém que tem muito para alguém que tem pouco”, afirma Katia. Há ainda a influência entre mães de um mesmo grupo ou nicho.
Na decoração, surge a trend do quarto de criança, sem cara de criança, tudo mais clean, em tons neutros, poucos móveis. E depois de Bob Goods, Labubu, entre outros, o que vai estourar daqui a pouco? Katia cita o Baby Tree e o Monchhichi, bonequinhos parecidos com Labubu, Moomin, um unicórnio.
Tendências
Soft -Tudo o que é fofo, com pelo, pelúcia, matelassê, ursos, coelhos, pets.
Herança – nostalgia real, onde entram o veludo, tricô, malha retilínea, losango e suéteres coloridos.
Campestre – tema bucólico com patos, cavalos, estilo western.
Expedição – para uma criança aventureira, onde entram roupas que protegem, animais da floresta.
Lady – toda romântica com laços e aplicações.
Playful – peças lúdicas com smile, estrelas, animal print, quadriculados.
Sports – looks com moletons, jeitão street e utilitário.
A cartela de cores traz o verde musgo, verde água, turquesa, vermelho escuro, vinho, chocolate, mostarda e manteiga.
Max Daguano falou sobre a “Inteligência Artificial no Varejo – Tendência ou Realidade?” Segundo, Max, a IA já está no mercado, mas nem todo mundo usa. “O próprio ChatGPT que é uma ferramenta mais básica, oferece muitas funções que não são utilizadas. Ele vem ganhando força nos últimos anos porque se popularizou. Porém, um dos problemas é que a IA precisa de muita energia, por isso, alguma delas, são realmente mais caras”, comenta o profissional.
Entre as pessoas que usam no dia a dia, 77% dizem que não conseguem mais ficar sem ela. Uma em cada três já usa a IA para atividades domésticas e 60% aprendem algo novo com essa tecnologia. Nos negócios e varejo pode aumentar o lucro operacional e reduzir os custos.
Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Equipe Guia JeansWear






































