Brasil recebe primeira conferência do ZDHC e aborda a importância da sustentabilidade

Foi realizada no último dia 18 de novembro, em Campinas (SP), a primeira conferência do ZDHC na América Latina com discussões sobre como colaborar com a indústria brasileira para promover práticas participativas e sustentáveis para o gerenciamento de produtos químicos e práticas de ESG.

Foram abordados assuntos como Visão geral do ZDHC – Ferramentas, o impacto global e local em 2025 e expectativas para 2026, dados ambientais, aspectos específicos do setor no âmbito do Quadro Global e Local de Produtos Químicos e certificações, transparência, dados e rastreabilidade, produtos químicos que preocupam, saúde e segurança ocupacional, entre outros.

“Esses eventos são muito importantes porque reúnem as pessoas que moldam o progresso no local, fornecedores e soluções, empresas de produtos químicos, marcas…”, comenta Frank Michel, fundador da iniciativa e Diretor Executivo do Programa ZDHC Roadmap to Zero.

“O trabalho em cada região é visto, valorizado e é essencial para o objetivo de nossa missão global no ZDHC”, diz Frank que enfatizou a importância dos produtos químicos em vários segmentos, porém, que são menos vistos quando falamos em sustentabilidade e isso porque a química é um assunto técnico, complexo, mas tem um papel central, com enorme influência na natureza, sistemas hídricos, saúde do solo e bem-estar e, também afeta os negócios e reputação da marca. E o ZDHC faz esse papel através de discussões, relatórios, pesquisas e acompanhamento de empresas, divulgando também os materiais restritos e opções sustentáveis.

O projeto ZDHC visa criar um mundo onde uma química melhor leve à proteção da vida, da terra, do ar e da água com a missão de alcançar os mais altos padrões de gestão sustentável de produtos químicos, impulsionando a eficiência de recursos e a circularidade.

A sustentabilidade nos negócios é de suma importância, pois, além de proteger o meio ambiente, gera um retorno de todo o investimento realizado, reduzindo o desperdício e uso de recursos, minimizando o uso de produtos químicos, melhorando a eficiência, além de melhorar a reputação da marca.

Entre os programas desenvolvidos pelo Projeto estão o Roadmap to Zero que traz ferramentas de implementação para toda a indústria têxtil e da moda, Suppliers to Zero, que tem o objetivo de agilizar os esforços de implementação de produtos químicos sustentáveis na indústria e, autoavaliar seus índices ambientais, convergindo de abordagens individuais que causam esforços duplicados ao longo da rede de valor, para algo compartilhado. Já o Brands to Zero oferece às marcas e varejistas, uma abordagem harmonizada e um caminho claro para alcançar o gerenciamento sustentável de produtos químicos em suas próprias corporações e em todas as suas cadeias de suprimentos.

Foi discutido ainda sobre a diferença entre “água limpa” e água límpida, onde a cor da água vem mudando devido à descarga descontrolada de produtos químicos. Além disso, existem poluentes invisíveis que têm efeitos adversos na saúde humana e na vida aquática. Os projetos do ZDHC podem reduzir a poluição da água.

“Participar do Programa Global como o ZDHC é importante para as empresas, pois assim, elas conseguem demonstrar todo o seu potencial, validado por um terceiro, porque é complicado uma empresa falar dela mesma, porque isso gera, muitas vezes, uma certa desconfiança, então uma validação é sempre necessária”, afirma Marcelo Lobo, Gerente Regional do ZDHC.

“Lavanderia é feita para fazer coisas bonitas, de moda, atender demandas do mercado, com alta velocidade e com custo muito controlado. E quando queremos trazer o aspecto de sustentabilidade para dentro da lavanderia, imagina-se que vai encarecer o processo, os produtos químicos vão custar mais caro, porém, não é essa mais a realidade. Com a escalabilidade – são mais de 140 mil produtos químicos -, viáveis e que estão dentro da plataforma ZDHC, trazendo oportunidades de demonstrar a sustentabilidade no seu processo e produto”, comenta Marcelo Lobo. E, continua: “Sempre buscamos economia de recursos e sustentabilidade, também para o segmento jeanswear. As empresas podem entrar gratuitamente, participar de treinamentos, palestras, para depois, dar um próximo passo, na melhoria continua e evolução, cativando os clientes, não só com um jeans bonito, mas também com dados seguros e um baixo risco para a imagem de seus clientes. O ZDHC é isso, é comunidade, participação, interação, conhecimento compartilhado, é para todos”, finaliza.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Divulgação