A FebraTêxtil 2026 aconteceu entre os dias 5 e 7 de maio, no Expo Center Norte, em São Paulo e reuniu grandes marcas, especialistas, empresas e profissionais da cadeia produtiva, fortalecendo os negócios e networking e com ampla programação de conteúdo.
A edição de 2026 reuniu empresas do setor, como Santaconstancia, Capricórnio Têxtil, Avanti, Saltorelli, Cotton Move e Andrade Máquinas, além de iniciativas voltadas à sustentabilidade e ao impacto social, como o projeto do Instituto SUSTEXMODA e ONG Florescer, que apresentou soluções de reaproveitamento têxtil aliadas à capacitação de refugiados e pessoas em situação de vulnerabilidade social.
A SUSTEXMODA trabalha vários projetos juntamente com os alunos da USP Moda e apoia tantos outros com doações de roupas e materiais, onde entra o upcycling transformando peças usadas, em novos produtos, resíduo náutico com sobras de velas náuticas, construindo jaquetas corta-vento e sacolas. Os estudantes também aprendem a fazer o patchwork com o Line Flow, uma técnica de costura que aproveita todos os tecidos, em parceria com a Receita Federal, o projeto ReDesign, reconstrói peças falsificadas e apreendidas que se tornam novos modelos descaracterizados, ou seja, sem o logo falso.
Resíduos e tecidos doados se tornam novos produtos em outros projetos como o Ubuntu e Botão de Flor – Prosas e Upcycling Fashion para capacitar pessoas de extrema vulnerabilidade. Aqui o jeans se transforma e pode virar bolsa, vir com mix de tecidos ou aviamentos.
A Capricórnio Têxtil esteve presente, pela segunda vez na Feira e levou os últimos lançamentos, numa continuidade do que foi apresentado na Denim City SP.
Dentro da linha Bossa, dois novos maquinetados, o Brava vem no 100% algodão, com peso de 10oz, 1,75m de largura, texturizado com ranhuras e o Preá com peso de 10oz, construção 3X1, 1,75m de largura, no 100% algodão, cor Intense Blue, risca de giz, com amplas possibilidades de tonalidades.
Glória, peso de 8,80z, 1,80m de largura, vem no tingimento Intense Blue, em algodão e Lyocel o que confere, maciez, leveza, conforto térmico, anti-odor e diminui possibilidade de ranhuras e estrias.
O Rio surge com power de até 22%, em algodão, poliéster e elastano, peso de 8,6oz, a base mais democrática da coleção, vem no Intense Blue, sempre performando bem. Já o Ibira Flex Blue Black vem com peso de 10,5oz, stretch de até 27%, em algodão e elastano e tingimento Blue Black.
O Moura Preto surge em algodão e elastano, com fio tinto, stretch de até 36%, 1,50m de largura e peso de 8oz, super confortável, Ondina Nat vem com peso de 8,9oz, um maquinetado no 100% algodão e tingimento natural, com 1,75m de largura, com listras diferenciadas.
Savassi, um fio tinto, construção 3×1, no PT, natural e em cores, vem com peso de 9,8oz 1,72m de largura, no 100% algodão. Bueno Areia vem com peso de 7,5oz, construção broken twill, numa sarja mais leve, em algodão e elastano, no fio tinto e o Maré, é o cruzamento da maquineta na horizontal e na vertical, um quadriculado que revela o desenho em lavanderia.
A Saltorelli comemorou bons negócios e uma visitação expressiva na Febratêxtil e aposta nos tecidos sustentáveis produzidos através de fibras reutilizadas, no 100% algodão, em dois lançamentos, um mais pesado e outro leve, com excelente largura. O Recale Eco vem com 1,83m de largura, tingimento Intense, peso de 10z e o Solaro Eco, vem com peso de 13oz.
A empresa também trabalha com estamparia exclusiva como as listras e animal print e ainda traz novos tingimentos como o Matera Royal que ganha aspecto resinado na cor Royal e vem com peso de 10,5oz, 100% algodão e 1,83m de largura e, dois artigos com sobretingimento black, o Recanati Night, no 100% algodão, peso de 12oz, construção 3×1, 1,50m de largura e o Matera Night, com 1,83m de largura, peso de 10,5oz, no 100% algodão.
A empresa chinesa, Hinton, trouxe para a Feira, o denim super trabalhado com efeitos de jacquard no chenile, estampas que parecem bordados e diferentes texturas com riscas de giz, quadriculados, ranhuras e desgastes de fibras.
O espaço do Brasil Eco Fashion Week apresentou diferentes tecnologias sustentáveis como a empresa
Cotton Move que promove o movimento ReCiclo, retirando jeans doados, em grandes magazines e transformando em novos fios que viram tecidos reciclados.
Os tingimentos naturais da Fratelli Ricci que são ideais para fazer em escala de lavanderia e vêm de plantas e sementes como urucum, alfafa, há ainda peças tingidas através de bactérias cultivadas. Já os Bio tecidos podem vir do abacaxi ou banana e ainda da pele da tilápia. No Lounge Cânhamo vários tecidos feitos a partir do Cânhamo, incluindo o denim da empresa QueenCo.
Além da área de exposição, a programação da FebraTêxtil contou com uma agenda intensa de conteúdos técnicos nos Espaços Talks e no IV Seminário de Competitividade para a Indústria Têxtil e de Confecção, promovido pelo SENAI. Entre os temas debatidos estiveram inteligência artificial aplicada à moda, supply chain reativo, sustentabilidade, economia circular, impressão 3D têxtil, tendências para 2027 e os desafios da competitividade industrial.
“São Paulo ocupa um papel fundamental dentro da cadeia têxtil e da moda no Brasil. Encerrar esta edição com o reconhecimento do mercado e com a participação de grandes empresas mostra que a FebraTêxtil se consolidou como um espaço estratégico para discutir o presente e o futuro do setor”, destaca Hélvio Júnior, organizador do evento.
A próxima edição da Feira acontece em 2028, passando a ser realizada em formato bianual, acompanhando o ritmo de transformação e inovação do mercado têxtil.
Vanessa de Castro























