Denim em um visual bruto e cavernoso, evidenciando que é perfeitamente possível
conceber uma coleção não-elitista, distinta e contemporânea; através da união do
detalhamento da alta costura com o streetwear. A estréia da marca
Koché nas passarelas de Paris, manteve o senso de exclusividade e o
trabalho manual em patamar elevado, tal qual a exigência do line-up parisiense: muitos
bordados e aplicações e roupas trabalhadas. O enfoque, no entanto, foi dado pelo jeitão
esportivo, do que resultou uma leitura final apta a usar tênis. Dentro deste contexto, o
jeans entrou em três diferentes lógicas: como base para interferências
artesanais, como tópico de transformação de look conceito em proposta usável e como
uma espécie de material-aviamento habilitado a mudar a vocação de superfícies mais
refinadas.
A superfície do denim variou dos tons delavé aos índigos médios, ora
apresentados lisos nas peças básicas, ora trabalhados em texturas e desenhos
metalizados formados por aplicações. No quesito modelagens, predominaram os fits
soltos, com ênfase na boyfriend, a qual realizou singulares combinações com vestidos-
camisola em tons de rosa fluo. Também constaram as pantacourts,
separadas ou diferenciando a leitura de macacões. O jeans dialogou com brilhos e
transparências, porém em leitura bruta e relacionada à cultura das ruas como o
basquete. Combos e looks total denim predominaram, porém, sem dúvida, a influência
desta coleção para as tendências do segmento é dada pela sugestão dos parkas, como
uma peça-chave versátil que ganha uma versão de excelente apelo
comercial no visual índigo.
Em termos de inspiração, nesta coleção sublinhamos os padrões das estampas variando
tonalidades índigo, bem como a ideia das coleções esportivas colocadas em mood
cavernoso associada o denim aos brilhos o que remete aos temas
noturnos de Londres. Destacamos também, o mix de casacos, extremamente versátil e
oportuno para verões indecisos e miscigenados, sobretudos e parkas
embelezados por trabalhos manuais, um bom apelo para o público feminino maduro. Os
volumes soltos estão consagrados também para este mesmo lifestyle, colocados como
uma forma mais sofisticada de usar jeans, distanciando a peça de sua leitura trivial.





















