A moda vista como uma espécie de alquimia. Esta é uma das mais evidentes lógicas colocadas pela Maison Martin Margiella, em seu desfile de inverno 2013-14 realizado em Paris. No desfile, peças de outros tempos são restauradas e retrabalhadas. E nessa alquimia atual, percebemos claramente o grande valor dos básicos para a atualidade. São eles, a grande fonte inspiracional das passarelas, desde os desfiles da alta costura até o ready to wear.
O desfile da maison começa justamente pelas peças mais corriqueiras do guarda-roupa universal: a t-shirt e o blue jeans. Porém, em uma releitura de plástico PVC, O fit, é o boyfriend sequinho, mais enxuto, um consenso para a temporada. O blue denim, outra grande informação que emerge nas passarelas, evidenciando a volta do visual índigo como suporte predominante para o jeanswear.
Indiscutívelmente, o grande apontamento de tal composição, é o novo status do denim, que ganha leitura de luxo e exclusividade, mesmo em seu visual mais convencional. Boyfriends magrinhas, com barras enroladas, alternando entre visual vintage e toque plastificado: assim foi proposto o denim, pela Maison Martin Margiella, colocado no catwalk antes mesmo das peças mais opulentes, como os precisos looks inspirados na ópera de Beijing, ricamente bordados com motivos artesanais da Art Noveau. O jeans, é visto como preciosa relíquia da história da moda, com significação cada vez mais cara para o design e o consumidor.















