A estética que confere ao blazer passe livre no closet de verão

Estruturados, construídos e alinhados. Os blazers, já foram considerados representantes

inquestionáveis do guarda-­roupa invernal; especialmente através das versões em

materiais pesados. Mas essa afirmativa já caiu por terra há diversas estações; desde que

as temperaturas climáticas tomaram o curso da indecisão, e adotaram por nova realidade

a surpresa, a instabilidade e a indefinição. Neste novo cenário, o

blazer ­ o casaco que no inverno de antigamente não era tão pesado,

mas cumpria a função térmica ­ ficou ainda mais versátil para transitar entre as estações.

Somado à isso, existe um novo perfil de comportamento coletivo, onde o consumidor

global não quer mais comprar um casaco que ao ser retirado, revele um look pobre em

informação. Tampouco quer investir em uma peça, que só funcione em uma estação.

Agregando o fator transpiração sem perder o bom corte; o blazer em

denim ocupa então, o status de peça­-chave tanto nas coleções de

inverno, quanto verão.



Tomando como referência o Verão 2018, as leituras predominantes

orbitam em torno do visual esportivo ligado à tendência arthleisure; e do apelo romântico

obtido a partir de um acabamento mais rico do material ­ sendo que por riqueza leia­-se

muitas vezes, rasgos e desfiados. Na primeira proposta, pontos de luz mais evidentes,

cortes estruturados e fechos são elementos importantes; sendo que o visual lavado do

jeanswear é apresentado de forma mais direta, juntamente com

recortes ergonômicos nas mangas e outras áreas. Já no mix feminino

e delicado da estação; o branco e o matelassê representam aparências direcionais,

especialmente no desenho casulo conciliando qualidades térmicas com conforto. Índigos

com pontos de luz, brancos alvejados e grafites sintetizam as cartelas femininas do item

na estação.


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Já nas araras masculinas, entre as fisionomias confirmadas temos o blazer antiquado,

remendado pela nostalgia vintage; o jeitão parca desleixado, elevado

pelo black denim; e o worker com lapelas quadradas e bolsos

utilitários, quase sempre apresentado em peso mais leve e acabamento amassadinho.

As lavagens são mais amplas: além de englobar o azul lavado; agregam tingimentos

terrosos apagados, blacks e grafites desleixados.



Como consenso, o que o closet global de qualquer gênero quer é compôr um

look em camadas: a partir de peças que funcionem em sobreposições

de frio, meia estação e calor; e que possam se multiplicar em variações com o que já

existe no guarda­-roupa pessoal. E nisso o denim é o material chave,

com seus aspectos amassadinhos, tingidos e desbotados; funcionais tanto com t­-shirts

quanto com tricôs, ideais tanto para malhas quanto camisaria e paetês.

VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR