A liberdade veste jeans e pedala de bicicleta
Atestar tradição e pleno domínio nas “artes” e “ofícios” que envolvem a confecção de um bom par de calças jeans permanece como principal lógica explorada pelas marcas expositoras da Bread&Butter.
E o reconhecimento de que é preciso alinhar a vocação livre e democrática tão característica deste segmento a um processo produtivo mais respeitoso e coerente com o estilo de vida simples que já vem sendo proposto nas últimas temporadas ganha ainda mais força nesta edição da feira.
Em pisos de madeira, banheiras para amaciamento do denim, botinas gastas e ambientes que sugerem ateliês artesanais o know-how do beneficiamento do jeanswear surge idealizado, lembrando cada vez mais o “fazer artístico”.
A ideia de liberdade e transgressão do jeans associada às motos continua cultuada pelo segmento porém parte deste público agora prefere a bicicleta, propondo um conceito de liberdade ainda maior ao associar atitude à bem estar e simplicidade.
Ainda na proposta de explorar a estética “atelier” processos criativos também surgem idealizados em ambientações que mais parecem laboratórios onde a marca se define como um “mestre cuca” capaz de “acertar o ponto” de qualquer “receita” que envolva o design de lavanderia de excelência de uma calça jeans.
Já o ambiente urbano é explorado pela marca Mustang, que ostenta sua trajetória de 80 anos de “puro sangue azul índigo” utilizando a democrática linguagem das ruas. Em uma extensa parede, todos os cartazes de todas as campanhas anunciam a comemoração.
Fantasias de força e virilidade são vendidas para o público masculino, no estande da marca Izzue através de ambientações com estilo militar, fardando exércitos organizados em posição de afronta e desafio.
Mimos encantadores são oferecidos ao público feminino no romantismo da Kocca, que equilibra looks sóbrios e invernais com “perucas” estilosas de flores silvestres fazendo a cabeça de manequins.
VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR

































