As estéticas opostas que vão levar atemporalidade aos bolsos

O Inverno 2018 será definitivamente uma temporada de estéticas opostas: de um lado teremos as inspirações orbitando ao redor da formalidade masculina e seu senso de praticidade utilitário. Do outro, o discurso espontâneo do upcycling, dos anos 70 e do gosto pelo enfeite.



Enquanto a alfaiataria vai trazer aos bolsos um chamado às formas retas, emprestando um certo jeitão social; o visual peça recuperada vai motivar detalhes vintage com falas decorativas no formato reparo.



Entre as interpretações mais direcionais de bolsos para calça jeans com visual “sem gênero”, temos o o formato faca servindo de pretexto para variações na tonalidade do índigo e acabamentos resinados. Já no outerwear, o destaque é a tendência “hands free” que enfatiza o formato quadrado de colocação baixa em todo giro da peça, e se associa ao visual patche por meio de tecidos que salientem o conceito unissex.



Mas é a temática setentista que traz pro contexto nacional idéias de bolsos com apelo comercial maior, ligando as peças trabalhadas à proposta conforto. No mix de calças jeans vintage e blacks da estação; o estilo bolso americano variando entre efeitos como o splatter, detalhes de bordas extremamente puídas, com cerzidos destacando toda a abertura, remendos setentistas e visual upcycling; serão os grandes protagonistas.



Já nas peças com acabamento macio e cartelas claras, o bolso desejo vai incluir desenhos harmoniosos formados por pregas palito, e construções embutidas; e nos casacos, o estilo confortável das versões canguru e western românticas; aplicadas à jaqueta essencial.



De um lado bolsos com referências masculinas, de outro, permeado por vintages. Leituras opostas, baseadas no mesmo apelo comercial: a atemporalidade.

VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR