A China será o maior mercado mundial de artigos de luxo em 2020, graças ao crescimento de sua economia e a uma classe média emergente, que gasta cada vez mais parte de seu orçamento em artigos de luxo. Na próxima década, os consumidores chineses se tornarão um número cada vez mais significativo de bilionários vão representar 44% do consumo mundial em artigos como bolsas, automóveis, relógios, calçado e vestuário, segundo um estudo da empresa de corretagem CLSA.
O setor de artigos de luxo do País estava avaliado em 25 bilhões de dólares em 2009, ou seja, cerca de 10% do mercado mundial. Daqui cerca de três anos, a China tem tudo para ultrapassar o Japão, ainda segundo a CLSA. À medida que os rendimentos aumentam, a classe média da China está se adaptando aos novos estilos de vida, e está passando de uma cultura de poupança para uma cultura de consumo, afirma o estudo intitulado Mergulhado em Ouro: Estilos de Vida de Luxo na China e em Hong Kong. Os consumidores chineses gostam de mostrar a sua riqueza e sucesso não apenas com eles mesmos, mas também compram presentes para amigos e família.
Este relatório foi baseado em um questionário realizado com 340 consumidores e 31 gestores de lojas de luxo em cidades de toda a China, indica a CLSA, acrescentando que mais de metade dos consumidores inquiridos fizeram ou planejam fazer uma compra de artigos de alto padrão. Dos que gastaram produtos de preço mais elevado em 2010 dedicaram cerca de 10% a 12% de seu rendimento familiar total.
As empresas de artigos de luxo estão respondendo rapidamente para atender a esta procura, com os maiores clientes Louis Vuitton serem já originários da China. O País representa 18% das vendas da Gucci, 14% da Bulgari e 11% da Hermès, segundo o estudo, enquanto a marca italiana Prada também pretende investir no mercado.
As marcas de luxo chinesas também devem começar a surgir, mais provavelmente em áreas onde a China tem uma vantagem notável, sobretudo no uso de materiais como jade, porcelana ou madeiras preciosas: que podem ser usadas em joalharia, mobiliário e artigos para casa.
A empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers já previu anteriormente que a China será o maior comprador de artigos de luxo em 2015, cinco anos antes da meta estabelecida pela CLSA.
Segundo a Hurun Rich List, atualmente existem 875 mil chineses com mais de um milhão de dólares e quase 200 desses são bilionários. Mas o número real deverá ser ainda mais elevado, de acordo com os observadores.
PORTUGAL TÊXTIL | FOTO: REPRODUÇÃO










