A descaracterização da idéia de fazer negócios através das ambiências dos stands de marcas em eventos de fashion business, não chega a ser propriamente uma novidade. O ineditismo consta, sim, nas fantasias criadas segundo os temas e inspirações de cada estação. E como vimos em nossa matéria de Visual Merchandising I, o senso de urbanidade, o espaço lembrando vida noturna, e o lifestyle itinerante serão grandes tópicos para as coleções que trabalham o estilo utilitário, o surfwear e o vintage moderninho. Resta então, pensar como seduzir o consumidor que busca vestir a moda essencial, e que busca a atualização frequente do guarda-roupa com qualidade.
Nesta fatia de mercado, existe uma divisão entre a lógica de priorizar a comunicação do público que veste a marca, ou o próprio produto. Para as grifes recentes, ou mesmo para as que fundamentam seu conceito na criatividade das coleções em detrimento de uma trajetória icônica de marca; a exposição privilegiada do target via display permanece uma estratégia consistente – para transmitir não apenas a beleza das coleções, mas a fatia de mercado que está validando seus lançamentos. Nesta organização, temos poucos manequins, roupas dispostas nas araras – e em contraponto às tendências de Visual Merchandising que ocultam o objetivo business com fantasia – temos sim mesas de negociação bastante evidentes; como forma de agregar credibilidade e ao ambiente. Justamente por se tratar de marcas que muitas vezes, correspondem aos novos jogadores, neste caso é importante criar um espaço profissional com visibilidade. Grifes com apelo romântico, plus size irreverente são alguns exemplos representativos da lógica.
Mas quando o produto jeanswear fundamenta seu discurso no seu expertise em acabamentos, ou mesmo equipara o design com o argumento qualidade, a lógica se inverte. Então as peças devem ser o grande chamariz. Logo, as soluções envolvem a apresentação criativa das roupas; seja pelo jeans enrolado em estrelas – evidenciando o carro-chefe das coleções – ou esticado em molduras estilo instalação de arte.
Quando somamos à este conceito a velocidade dos lançamentos, e o alinhamento com o fast-fashion – nada funciona de maneira mais imponente do que o efeito de numerosos manequins estilizados vestidos, sobrepondo-se às peças expostas nas araras. Muitas marcas estão optando apenas por esta forma de exposição – e excluindo cabides como estratégia de afirmação de um mix que otimiza diálogos entre as peças da coleção, e que supostamente, não briga com a ideia de consumo consciente. Confira.
VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR










.png)
.png)
.png)
.png)
.png)
.png)