Competitividade no segmento de vestuário

O mercado de vestuário vem crescendo cada vez mais e consequentemente os investimentos em estrutura e treinamento.
Por conta do mercado cada vez mais globalizado e concorrido, a indústria brasileira encara novos desafios para suprir o varejo com produtos cada vez mais competitivos. A conclusão é da pesquisa de Mercado Potencial de Vestuário no Brasil, realizada pelo Núcleo de Inteligência do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI).
O Brasil é o quarto maior produtor mundial de vestuário, fabricando 3,2% do total de peças, e exporta menos de 1% da sua produção. Praticamente todo o volume destina-se ao consumo interno.


Apesar do mercado hoje ser maior, a concorrência também aumentou. Atualmente, existem 25 mil produtores locais em atividade e o crescimento das importações acirrou ainda mais esta concorrência. “Ficou mais difícil para as marcas brasileiras tirarem proveito deste crescimento da demanda interna. Para serem bem-sucedidas, as empresas precisarão atuar muito mais próximas aos seus consumidores finais, seja no desenvolvimento de produtos melhores, mais inovadores e alinhados com os anseios destes consumidores, seja com uma gestão mais eficiente dos canais de distribuição”, explica Marcelo Prado, diretor do IEMI.

As vendas do varejo seguem crescendo em 2012. No ano passado, a movimentação chegou a R$ 149,9 bilhões, um aumento de 8,7% em relação a 2010. Este ano, a previsão de alta é de 6,8%. Já a indústria somou R$ 88 bilhões em 2011. Em números de produção, foram 6,3 bilhões de peças, o que representou uma queda de 1,8% em comparação ao ano anterior.


Para garantir a continuidade do crescimento da produção nacional frente a este mercado, além dos investimentos na indústria, haverá necessidade das empresas trabalharem diretamente no ponto de venda, com novas estratégias. “Se os produtos de uma determinada marca tiverem bom giro, o varejista vai continuar investindo nele”, explica o especialista.


Mas não é só isso. A indústria precisa mudar também seu processo de criação, sem mais se basear apenas em tendências da Europa e Estados Unidos. “Hoje, precisamos fazer uma leitura de perfil dos brasileiros e apostar na nossa criatividade”, finaliza Prado.

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