Criador de polêmicas

A aplicação de fechos como detalhe de moda em tops e calças pode até não ter sido tão explorado nesta temporada em termos de quantidade mas suas aparições fizeram-se notar nas coleções por povoarem as peças mais diferenciadas, tomando para si a responsabilidade de emprestar atitude e irreverência às mesmas.


Como resultado, os fechos foram a peça fundamental de um seleto grupo de criações. Por onde passou, inventou novas lógicas polemizou. Em uma atitude excludente tomou o lugar de abotoamentos, interrompeu modelagens, foi pivô de desequilíbrios e assimetrias em bolsos traseiros e de transpasses em jaquetas.


Em marcas como Miss sixty e Diesel ignoraram por completo sua vocação funcional: na Miss Sixty o fecho foi aplicado apenas em um dos lados da calça, quebrando o caminho pelo entrepernas da barra em direção à parte superior da peça. Já na Diesel, os posicionamentos são simétricos porém lembram marcas produzidas por efeitos de beneficiamento.


Na Energie e Lotus os fechos praticamente rasgam a lateral das peças, interrompendo costuras laterais ou servindo de pretexto para modelagens mais complexas.


Já a Firetrap se aproveita dos fechos para criar polêmicas porém discretas assimetrias em bolsos traseiros de calças. Brincando com inclinações e sempre aplicando-o em apenas um dos lados da peça, a marca comunica urbanidade com um toque de desobediência. Os fechos ainda aparecem em barras de jaquetas e fechamentos de transpasses de tops dispensando o uso dos tradicionais abotoamentos.


Bolsos relógio e bolsos americanos são também, alvo de interferências através da aplicação de fechos em marcas como Fuga e Gold Lab. Confira as fotos.


VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR