Denim Day: Protestos e ações contra violência sexual marcam a data

A quarta-feira, dia 29 de abril, foi marcada por uma série de manifestações relacionadas ao universo denim. Isso porque a data é conhecida mundialmente como “O dia do Jeans”, mas, embora o uso dessa peça chave seja tão importante, o significado da comemoração vai muito além do amor pelo mundo azul. Ele contém cunho social e fala sobre violência sexual.

Tudo começou em 1999, quando a Suprema Corte Italiana decidiu anular uma acusação de estrupo. O motivo? Uma calça jeans. De acordo com os juízes, a peça é de difícil remoção, e por isso, deduz-se que a vítima, uma jovem de 18 anos, auxiliou o acusado na hora do crime, consentindo então com o ato. Na alegação, os magistrados disseram que “é um dado da experiência comum que esse tipo de calça não pode ser retirado nem parcialmente sem a colaboração de quem o veste” e que a o ato seria impraticável caso a vítima tivesse se oposto “com todas as suas forças”.

Em protesto contra essa decisão arbitrária, deputadas italianas compareceram a uma sessão no Parlamento Romano, usando calças jeans e cartazes. No mesmo ano, a ONG Peace Over Violence, promoveu o primeiro “Denim Day”, em Los Angeles. Isso tudo há 19 anos.

Desde então, a data e lembrada e os movimentos seguem firme e forte, convocando mulheres do mundo inteiro a usarem calças jeans para protestar contra atitudes equivocadas e destrutivas, relacionadas à violência sexual.

Fonte: Kessy Christine | Fotos: Reprodução