Diesel bane o uso de jatos de areia

Várias marcas de vestuário concordaram em trabalhar para proibir a utilização do jato de areia, como processo de beneficiamento de jeanswear, devido aos riscos que coloca à saúde dos trabalhadores. A ação está sendo liderada pela International Textile, GarmentLeather Workers’ Federation (ITGLWF), que no início de 2011 se reuniu com os representantes de 15 marcas do segmento.

Os executivos partilharam as melhores práticas, trocaram pontos de vista e discutiram os próximos passos. “Esta reunião inicial foi muito positiva. Foi claro que as empresas participantes estavam bem informadas sobre o assunto e comprometeram-se a começar a movimentar-se”, explica o secretário-geral da ITGLWF.

O jato de areia é uma técnica que permite dar uma cara usada aos jeans e envolve projetar areia no denim, o que pode levar que os trabalhadores inalem o pó, acarretando em uma doença pulmonar chamada silicose e, em último caso, levar à morte.

O secretário afirmou ainda que a proibição é a única forma de evitar isso. “Mesmo que as marcas e varejistas adotem medidas rigorosas em relação ao jato de areia, sempre haverá fornecedores que não impõem estes padrões, colocando os trabalhadores em risco. A melhor política é, então, proibir este processo na indústria de vestuário. Muitas marcas já o fizeram e acreditamos que outras devem fazer o mesmo”. A mais recente marca mundial a proibir tal prática foi a Diesel.

“Mesmo sabendo que a sua produção respeita as leis locais de segurança, a Diesel decidiu proibir o uso de técnicas de jateamento com areia a partir da coleção Primavera-Verão 2012″, refere em comunicado Marina Tosin, diretora-gerente da grife.

PORTUGAL TÊXTIL | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR