É justo?

Sim, é justo, é “justíssimo” que o denim se “renda” aos encantos de seu próprio público, principalmente quando ele é composto por um belo par de pernas muito bem torneadas!


É justo também, que o público masculino possa dispor de seus atributos físicos para comunicar moda e estilo, exibindo porte e virilidade.


Boyfriends, baggys e demais shapes com modelagem oversized oferecem conforto em volumes descolados e compõem looks com cara de vanguarda mas seria injusto ocultar por completo o contorno de silhuetas femininas e masculinas, principalmente quando “mal intencionadas”.


E é justamente por isso que peças como jeggings, skinnies e super skinnies ocuparam o maior espaço das coleções do segmento jeanswear, celebrando a “boa forma” de todas as tribos e promovendo um verdadeiro “flerte de silhuetas” em vitrines, araras e nos manequins dos stands das grandes marcas.


É bem verdade que tops, jaquetas e demais acessórios convenientemente disfarçaram tais intenções, construindo discursos que falam de romance, timidez, nostalgia, urbanidade e rotina.


Porém muitas propostas assumiram sua própria luxúria ao “vestir” calças jeans super ajustadas coordenadas com peças que dispensaram qualquer preocupação em esconder eventuais más intenções. Tudo com total legitimidade para o dia-a-dia: algo que só mesmo o denim poderia proporcionar.


Portanto é mais do que justo conferir as propostas apresentadas por grandes marcas como Ichi, Fornarina, Miss Sixty, Diesel, Mavi, Iron First, Imbym, Mustang, Adriano Goldschimed e Calvin Klein. É justíssimo!


VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR