Atualmente vestir-se para o inverno implica em uma numerosa e estruturada composição
de camadas. Se colocarmos esta afirmativa em território nacional,
onde o clima é ainda mais plural, tal conceito ganha ainda mais força. Este, de longe, é
apenas o menor dos pretextos que torna o colete uma peça com
excelente apelo comercial nas coleções de ambas as estações. Seu principal argumento
não está nas suas qualidades térmicas, mas sim no seu efeito eleva-estilo, capaz de
manter o visual elaborado mesmo com a retirada de um agasalho, e até mesmo na
simplicidade da sua confecção, que aceita as mais criativas reformulações.
No Inverno 2016, as marcas colocaram a peça nas araras com apelo
de ítem desejo. Isso significa que o colete consta como uma peça importante, numerosa
e comunicativa dentro das coleções. Temos desde as interpretações que realmente
buscam transmitir qualidades de agasalho, quentinho e permissivo para o movimento,
dotados de construção matelassê ou inclusão de pele e capuz, até modelos românticos
que levam gatinhos no bolso e mesmo dão as costas com flores e pinturas manuais.
Todos, formulados com o propósito de atuar como protagonistas no look, afinal, o colete,
é uma camada que raramente precisa ser dispensada, mesmo na produção em
camadas.
No estilo rocker, a peça leva a influência de pichações com jeitão punk
na pala traseira. Da proposta vintage, o repertório oferece um rico
arsenal de detalhes, como os botões forrados, e o desenho antigo, atualizado por
estampas e jogadinhas de pespontos, e até mesmo o handmade
levado às últimas consequências, com construções de tiras desfiadas e sem
acabamento. Nossa galeria agrupa um número sucinto de imagens, que no entanto,
estão dotadas de elementos extremamente inspiradores: enjoy.
VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR










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