Empreendedorismo e varejo digital no mercado fashion

Muitas ideias pipocando por aí e, principalmente muito trabalho a ser feito dentro desse novo contexto que a moda vem passando. Novas formas de consumir, diferentes maneiras de vender, de produzir e instigar os consumidores do futuro. Tudo isso e, muito mais foi discutido durante a o Senac Moda Informação 2017 ED.2, novo formato do evento que aconteceu no dia 25 de outubro na Casa Natura Musical, em São Paulo com a apresentação da digital influencer Magá Moura.

A Arena Coexistências trouxe Dani Ribeiro, da Roupateca, uma espécie de biblioteca de roupas onde elas podem ser alugadas através de planos de assintauras, e que pretende abranger, em breve, outros mercados além do feminino, com opções para homens, crianças e gestantes, Edio Uemura do Privalia, site que vende diversos produtos onde trabalha o estoque remanescente de diferentes empresas e está no mercado há 10 anos, onde não oferece somente moda, mas também conteúdo transmitido através das imagens de seus looks, Dedé Bevilaqua e Daniel Cunha da Básico.com, loja online onde o produto principal é a camiseta com fios nobres como o algodão pima peruano e, mediação de Rafael Rosa do portal Hypeness. Foram abordados assuntos como a união entre online e offline, onde um canal de vendas não exclui o outro. “A gente consegue, a partir do online, gerar interesse no offline. O nosso produto, muitas vezes precisa do toque, por isso mantemos lojas fisicas”, afirmou Dedé. A marca também pode ser encontrada em vending machines, e o único problema é conseguir que o consumidor veja a roupa na mão, antes da compra.

Outra questão importante apontada por Edio é o alto custo das devoluções bancadas pelo e-commerce, que segundo ele, poderiam ser solucionadas em empresas que mantém o conceito omnichannel – nova proposta de varejo, onde o cliente pode comprar online e trocar em lojas físicas, com a vantagem ainda do consumidor se interessar por outros produtos expostos no local.

No Talk Vestíveis Inteligentes, a artista multimídia Lina Lopes, do ateliê Lilo Zone, falou sobre o uso criativo da tecnologia e experiências lúdicas. É a nova proposta wearable, que numa tradução literal significa “usável” conectando dois mundos diferentes, por exemplo, em roupas com luzes de led, colar que ascende quando escurece, além de inúmeras revoluções têxteis e produtos, todos pesquisados por Lina onde entram velcros, tecidos, linhas, tintas, recortes a laser, que podem ser usados de forma funcional ou decorativa. É importante lembrar que o trabalho de Lina não passa de protótipos usados em instalações ou no seu ateliê, mas que podem, em breve ou num futuro próximo, serem comercializados unindo novos processos tecnológicos e a moda.

A Resenha Empreendedorismo na Moda teve como mediador Roberto Meirelles do Instituto Rio Moda, com participação da estilista Helen Rödel que desfilou no Projeto Estufa do SPFW e, os idealizadores da Escudero & Co, Clara Tarran Duarte e Renato de Araújo.

Eles reforçaram a ideia de que quando se está no início de uma marca, deve-se focar em um segmento ou produto, como por exemplo, as bolsas de alta qualidade e atemporais da Escudero e os tricôs de Helen. Atualmente a Escudero & Co, tem loja física em São Paulo e vende outros acessórios como mochilas, carteiras e porta óculos.

FONTE: Vanessa de Castro | Fotos: Divulgação