Estilo arquitetural e futurista na modelagem de Mugler

Os anos sessenta foram um ponto de partida fértil para a coleção de inverno 2013 Mugler (equivalente ao 2014 brasileiro) nas passarelas de Paris porém os anos 50 e 90 cobraram suas dívidas influenciando o estilo das peças com cinturas marcadas e minimalismo no visual. O diretor criativo Nicola Formichetti deixou-se influenciar pelo futurismo da arquitetura de Oscar Niemeyer, especialmente nas silhuetas curvas dos looks de abertura com uma paleta de cores concreta ou metálica, descartando características de brilho e visual robótico.


Reagindo ao atual cansaço pela “mesmice das formas”, e ao mesmo tempo atendendo à uma necessidade real da conveniência da permanência das mesmas, Formichetti apostou em novas aplicações para tecidos, e novas curvas para a modelagem. Uma solução bastante visível nas calças com materiais semelhantes ao vinil. Uma linguagem que se aproxima aos coateds extremos do denim.


Os tops volumosos e com pele, em comprimentos curtos dialogando com as cinturas elevadas foram recorrentes no mix da coleção. Também os maxi-moletons ou tricôs over com formatos circulares. Peças confirmadas para o inverno, que precisam de complementos ajustados como super skinnies ou jeggings para compôr o look.


Fazendo jus à casa e à inspiração do designer, diversas foram as interpretações originais em modelagens esculturais, e arquiteturais. Mas para o olhar seletivo de quem busca informações para o jeans, elegemos as seguintes informações para o repertório: coateds e emborrachados, cinturas elevadas, formas circulares no outerwear (casacos, tops e jaquetas), saias lápis e blusas curtas com corte simples em tecidos volumosos (semelhante à pele). Sem esquecer os conjuntos, de saia+casaco ou calça+casaco descartando visual antiquado graças às novas curvas que caracterizam o estilo da modelagem inverno 2014.


VIVIAN DAVID / FOTOS: REPRODUÇÃO