Evento da ANEL apontou oportunidades do mercado

Na manhã deste último sábado (28.04), aconteceu em São Paulo o 1° Congresso Brasileiro de Lavanderias. Criado pela ANEL (Associação Nacional das Empresas de Lavanderia), o evento reuniu todos os setores de lavanderias do mercado: doméstico, industrial (uniformes, hospitalar, hotelaria) e jeans, com o objetivo de contribuir para o crescimento e qualificação de todo o setor do País.


Dando início ao ciclo de palestras, Andre Duarte, um dos co-diretores do grupo GB-Canaã, discutiu sobre os desafios das lavanderias jeans para os novos mercados e ressaltou a possibilidade de novas oportunidades no mercado, principalmente fomentada pela realização da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016


Em seguida, Hemult Muniz do ITEP (Instituto de Tecnologia de Pernambuco ) abordou como o apoio do Instituto gerou benefícios inéditos às lavanderias de jeans no Agreste Setentrional Pernambucano. O palestrante falou ainda sobre o projeto Consciência Limpa, uma ação realizada pelo SEBRAE Caruaru que tem como foco elevar as lavanderias de beneficiamento têxtil. Participantes dessa iniciativa contribuem com a formação de empresas ambientalmente responsáveis, auxiliando na adoção de uma postura eco-responsável, e no crescimento do setor. O programa prevê a criação de um selo de certificação ambiental, o Selo Verde, cujo intuito é promover a valorização dos produtos beneficiados nas lavanderias. As ações desenvolvidas pelo ITEP contemplaram 120 lavanderias dos municípios de Caruaru, Toritama, Santa Cruz do Cabiparibe, Riacho das Almas e Vertentes.


A consultora de moda e coordenadora do portal Guia Jeanswear, Iolanda Wutzl escolheu o tema Lavanderias Brasileiras rumos aos vintages para alertar as lavanderias sobre a importância da pesquisa e de um trabalho de qualidade. Iolanda enfatizou as oportunidades que o mercado oferece para as empresas que buscam crescimento para trabalharem com vintages, além de apontar que estas devem investir em tecnologias para acompanhar o ritmo do mercado.


Dr.Skin, pesquisador e dono da empresa chinesa Yottel Biochemical (únicos que trabalham com Bioquímica Integrada), relatou a historia do índigo na China: a primeira calça jeans chinesa surgiu em 1.985 e no início foi bastante criticada, mas atualmente é bastante aceita. A produção do país é de 3 bilhões de jeans por ano, um dos fatores que acarretou no crescimento econômico. A China tem cerca de 3.500 lavanderias, todas próximas a Guandong.


Ainda segundo Dr. Skin, muitas marcas famosas vão lavar suas peças nas indústrias chinesas, como Levis e Lee . Diferentemente do Brasil, a China tem muita mão-de-obra qualificada, porém muitos chineses estão procurando se colocar no mercado de trabalho no exterior.


Em seguida, foi a vez de Said El Chamma diretor da Garmon. El Chamma relatou que a empresa está sempre em desenvolvimento e apontou que os europeus veem o luxo no segmento jeanswear diferentemente dos brasileiros. O diretor ressaltou a importância da união das lavanderias para desenvolverem produtos e investirem no setor.

GABRIELA CRISPIM | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR