Nem todos os avanços tecnológicos são dignos de nota; porém alguns, definitivamente, representam verdadeiros divisores de águas na linha do tempo do parque industrial mundial, e nas mudanças da vida em sociedade. Prédios, maquinários, oficinas, e fábricas conservam em seus vestígios as narrativas deste patrimônio cultural. Logo, representam objeto de estudo importante e esclarecedor para as áreas de conhecimento que orbitam ao redor dos valores humanos, entre elas a moda. Não é a toa que muito deste legado, vem sendo usado por marcas de jeans como forma de agregar valor de arte às suas marcas: vide as feiras de moda direcionais e suas exposições de teares, visual merchandising baseado em objetos antigos, etc. E também não é à toa que no Brasil, uma parcela significativa desta curadoria, encontra-se preservada em instituições ligadas à indústria têxtil nacional: como o Parque Malwee, o Museu Hering, e o Centro de memória Dudalina.
Reconhecendo o potencial deste tema para profissionais e pesquisadores envolvidos com o ciclo do vestuário, história, arquitetura e museologia entre outros; entre os dias 18 e 19 de Agosto o estado de Santa Catarina sediará mais uma edição do SIM – o Seminário Interdisciplinar em Museologia. Em sua II edição, o evento integrado à bienal novamente possui formato gratuito e estima a recepção de um público aproximado de 160 pessoas. O Objetivo,é debater experiências e estratégias de ações relacionadas ao patrimônio industrial no Brasil e de Santa Catarina.
Na programação constam tópicos como Marca como patrimônio e sua preservação, que será ministrado por Fabio Hering; e Memória do empreendedorismo e musealização, por Jacques Marcovitch: além de mesas redondas e visitas aos museus existentes. Para as empresas que atuam com jeans, e encontram-se diretamente fundamentadas nas evoluções tecnológicas; o evento pode ser uma conveniente oportunidade de transformar o descarte de equipamentos obsoletos, em sólido valor de marca.
VIVIAN DAVID | FOTO: DIVULGAÇÃO










