Fast fashion brasileiras se diferenciam pelo modelo de produção

O varejo fast fashion tem sido rodeado por críticas nos últimos anos, que acabam se agravando com as festas de fim de ano e o consumo acelerado que as mesmas causam. A onda, de fato, caminha ao lado da busca pela sustentabilidade na indústria. No Brasil, o setor carrega particularidades em relação ao resto do mundo, que merecem uma atenção extra.

Uma delas é desigualdade social do país, já que grandes redes varejistas possibilitam a democratização da moda para a população geral. As tendências chegam rápido e “cabem” no bolso do consumidor médio.

Como apontado por Edmundo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex), “por trás de cada peça exposta nas vitrines das redes varejistas de moda do país, têm todo um processo cheio de etapas“. Isto inclui plantação de algodão, beneficiamento da pluma, fiação, tingimento, tecelagem, estamparia e costura.

Produtor do algodão mais sustentável do mundo, o Brasil segue modelos como o da Better Cotton Initiative (BCI) e o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), com critérios de responsabilidade socioambiental e econômicas. Os requisitos visam a preservação de recursos naturais e redução de impactos no cenário ambiental, enquanto no quesito social garantem direitos dos trabalhadores, com remuneração justa e benefícios.

A longa cadeia produtiva requer cuidados redobrados para garantir que as roupas cheguem ao consumidor com a garantia de origem do produto, além de uma conduta socioambientalmente responsável. Pilares estes, inclusive, que a associação mantém com o Programa Abvtex.

A iniciativa chega ao seu décimo ano de atuação tendo certificado quase quatro mil empresas produtoras, em 16 estados e que empregam cerca de 340 mil colaboradores, por meio de auditorias físicas nas fábricas, que verificaram o cumprimento de legislações e regras de compliance.

Vale destacar que, pelo segundo ano consecutivo, o programa recebeu Selo de Direitos Humanos e Diversidade de 2020 concedido pela Prefeitura de São Paulo. A premiação reconhece as boas práticas de inclusão no mercado de trabalho por parte de organizações públicas, privadas e do terceiro setor que atuam no município paulista.

Fonte: Redação | Foto: Reprodução