Aconteceu entre os dias 17 e 19 de outubro o congresso do ITMF International Textiles Manufacturers Federation em São Paulo.
Pela terceira vez no Brasil o ITMF criado há mais de 100 anos já passou por várias partes do mundo, abordando o setor têxtil e reunindo associações dos principais países produtores e consumidores que representam os interesses de milhares de empresas do setor.
O ITMF é o maior encontro da cadeia têxtil mundial, debatendo os principais temas estratégicos do setor, desde as fibras até o varejo, , afirma Rafael Cervone Netto, presidente do Sinditêxtil SP.
Segundo a ABIT Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, o Brasil detém o sexto lugar na indústria têxtil mundial e o segundo na produção de denim.
Durante o congresso foram discutidos assuntos relacionados a sustentabilidade, novos rumos na economia, a importância do Brasil no mercado têxtil, entre outros.
Um dos assuntos em pauta, a sustentabilidade, contou com a presença de Tiankai Wang, vice-presidente do Conselho Nacional Têxtil e de Confecção Chinês que falou sobre as estratégias da China em relação aos produtos verdes, como equipamentos que diminuem emissão de CO2 e reduzem o consumo de água e energia. Porém não basta apenas investir em equipamentos e reduções, se não houver um comprometimento do setor da indústria têxtil em manter padrões que estabeleçam a produção efetiva de um produto verde, comenta Wang.
Para 2020, o objetivo da China é diminuir em até 50% a emissão de poluentes em relação aos índices atuais.
Outro palestrante que abordou o tema, Jeffery S. Harlowe, vice-presidente sênior América Latina da Levi Strauss & Co. no México falou sobre inovações em processos na fabricação de roupas que estimulem o consumidor final a preservar o meio ambiente. Entre as metas da Levi Strauss & Co. para o desenvolvimento sustentável estão reduzir o impacto ambiental dos processos de produção, aumentar o consumo de produtos internos, padronizar a indústria com relação aos termos verdes que determina se um produto é ecologicamente correto e conscientizar de forma mais efetiva o consumidor final, estimulando a preferência por produtos verdes, comenta Harlowe.
Já Giuliano Noci, professor de marketing do Politécnico di Milano na Itália afirma: É preciso fazer parcerias com os varejistas para criar uma comunicação transparente sobre o nível de envolvimento das empresas nas questões ambientais para demonstrar ao consumidor final que o preço que ele está pagando pelo produto tem uma causa ambiental.
Outro assunto abordado foi o Neoconsumidor, sob mediação do presidente e sócio da GS&MD, Marcos Gouvêa que falou sobre os hábitos de compra dos consumidores e as estratégias de algumas redes varejistas para atrair a atenção deste novo tipo de cliente.
Segundo Maryelle Allemand, gerente geral de projetos de marketing do Groupe Carlin International, na França, o neoconsumidor quer adquirir emoção. Entre as expectativas dos clientes estão diversidade, ética e a situação política e econômica, .
O presidente da Marisol, Vicente Donini comentou sobre as áreas de produtos da empresa que estão divididas em consumo, premium e luxo e, que pretende encerrar o ano com cerca de 340 pontos de vendas, entre franquias e próprias, além de cinco lojas de e-commerce.
Uma das novidades da Riachuelo para atrair este novo consumidor, segundo seu presidente, Flávio Rocha, foi a criação há dois anos de uma financeira dentro de suas lojas: Pesquisas revelaram que os consumidores preferem pedir crédito à uma cadeia têxtil que já conhece do que a um banco, afirma Flávio.
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