Fórum debate o papel das fibras sintéticas

“Hoje ainda existe a idéia de que tecido natural é bom e poliéster é ruim. Isso não passa de um mito”, contestou David Bayliss, diretor de negócios da empresa Advansa, da Turquia, durante painel sobre Fibras Químicas, no ITMF (International Textile Manufacturers Federation), em São Paulo. “Não podemos ignorar a existência de tais fibras, já que o uso de água é muito menor, assim como o impacto ambiental”, acrescenta.

A Advansa é a responsável pelo desenvolvimento do fio com tecnologia Thermo Cool, que permite o resfriamento da roupa por evaporação, e também age como termo-proteção, em casos de frio. “Os consumidores de hoje são muito mais exigentes, querem produtos ecológicos, mas não querem pagar por isso o que torna um grande desafio para a Advansa”, comenta Bayliss.

Um dos destaques da empresa é a criação dos fios ecológicos Biophyl, que permitem com que as peças se moldem à forma do corpo. Uma vez que não têm costuras nos braços, ombros ou golas permitem uma elasticidade uniforme. Um único tamanho adéqua-se a várias formas corporais devido à sua elevada elasticidade em comparação com as malhas tradicionais. Os produtos Biophyl que usam as fibras e fios da Advansa são produzidos com PTT, um polímero de poliéster especial à base de Bio-PDO, feito a partir de sacarose de milho. Este recurso é renovável e por isso reduz a necessidade de petroquímicos, que é tradicionalmente a matéria-prima para o poliéster. “Num mercado cada vez mais competitivo, a qualidade é exigida e a sustentabilidade surge como diferencial”, observa ele.

ABIT | FOTO: REPRODUÇÃO