No segundo dia de palestras do evento Construindo Marcas de Sucesso na Moda, promovido pela Folhasp, grifes internacionais se destacaram como Gant e Dior, além de Cris Barros, Lino Villaventura e Ricardo Almeida. Confira os melhores momentos de cada marca.
Cris Barros – Cris Barros buscou a essência da marca para comemorar 10 anos criando com paixão e buscando inspiração em viagens e na vida.
Lino Villaventura – O estilista que nunca estudou para trabalhar com moda, disse que não acompanha tendências e incentivou quem está começando a acreditar em seu talento focando no que deseja.
Gant – A grife criada nos EUA há 63 anos, está presente em 70 países e mantém duas lojas em São Paulo e uma em Curitiba seguindo o estilo preppy mesclado ao sportswear com destaque para os esportes marítimos. Suas lojas vendem as linhas masculina, feminina e infantil com uma moda que se destaca pelo design e materiais de primeira qualidade juntamente com a preocupação com o acabamento externo e interno. Em relação aos projetos para os próximos anos, a grife pretende crescer na América Latina.
Ricardo Almeida – O estilista famoso por seus ternos bem cortados e com modelagem slim, destacou a importância de aumentar seu mix de produtos como as linhas jeanswear, de camisetas, pólos, sapatos, tênis, com o objetivo de expandir para lojas franqueadas. Ricardo que há algumas temporadas não participa do SPFW, preferiu lançar sua coleção na mesma época que estará nas lojas. “O ideal seria fazer um desfile só para imprensa e compradores uns 8 ou 6 meses antes. Isso evitaria cópias e estaria dentro do prazo para a entrega do produto. Além disso, se eu lanço minhas peças dois meses antes de estar nas lojas, elas já se tornam velhas, porque muita gente já viu”, comenta Ricardo. Ricardo lançou no ano passado a linha feminina que segue o mesmo estilo de alfaitaria e, que será vendida inicialmente apenas em multimarcas.
Christian Dior – A diretora da marca no Brasil, Rosangela Lyra iniciou a palestra com uma frase do criador: “Meu sonho? Fazer as mulheres mais felizes e mais bonitas”. E é isso que acontece nas mais de 200 boutiques espalhadas em 100 países que vendem desde a alta costura, passando pelo pret-à-porter, até os acessórios como bolsas, sapatos, relógios, as jóias, linhas masculina e baby Dior. “Em todos os países a grife mantém a mesma política, mesmo cada um tendo sua particularidade. Isso acontece através do layout das lojas, visual merchandising, formação das vendedoras. No Brasil temos somente uma exceção: a forma de pagamento parcelada”, afirmou Rosangela.
A diretora comentou ainda sobre a politica de preços diferente de outras marcas, onde a margem de lucro é menor, isso faz com que o produto no Brasil não se torne tão caro quanto na Europa ou EUA, por exemplo. Em relação ao atendimento às clientes, existe todo um cuidado e atenção especial, como conhecer cada uma pelo nome, enviar flores em datas especiais ou até proporcionar viagens internacionais. Em São Paulo, a Dior abre sua segunda loja ainda este ano no Shopping Cidade Jardim com 500 metros quadrados e segue enfrentando desafios como um consumidor cada vez mais exigente, a competitividade entre as marcas internacionais que invadem o país e, produtos com ciclos cada vez mais curtos, apesar da grife vender peças atemporais. Depois da morte de Galliano, assume com a primeira coleção que sai agora em julho, o estilista Raf Simons.
VANESSA DE CASTRO | FOTOS: REPRODUÇÃO











