Em um papo descontraído com a jornalista de moda, Erika Palomino, Alexandre Herchcovitch contou sobre sua rotina e os vários licenciamentos que mantém com muito sucesso, durante o evento Pense Moda, realizado no MUBE, no mês de outubro.
Alexandre é atualmente diretor criativo da grife que leva o seu nome, além da linha casual, HerchcovitchAlexandre, com peças jeanswear e, que foram vendidas ao grupo In Brands, diretor artístico do Senac dentro do curso com método de ensino da Esmod, onde acompanha os trabalhos dos alunos e, mantém ainda mais de 20 licenciamentos no Basil, Japão, Alemanha, como roupa de cama e banho para a Zelo, móveis a acessórios na Tok Stok, malas, bolsas, óculos, papelaria, entre outros.
Setenta por cento de sua marca foi vendida há quatro anos, o restante foi negociado no ano passado. “Agora não sou dono mais da minha marca. Estou tranquilo, foi muito mais uma solução do que um problema. Meu contrato vai até 2015 e, depois não sei se vou continuar como diretor criativo”, afirmou Alexandre. Segundo ele, há total liberdade na criação de suas coleções. “A In Brands não interfere em nada. Meu processo criativo é disciplinado, objetivo e pontual. Não sou indeciso. Se preciso escolher entre uma cor ou um botão, decido rapidamente”, diz.
O estilista afirmou que consegue organizar sua agenda de compromissos porque tem uma equipe muito competente, que confia. “Aprendi a delegar tarefas”, comenta. Alexandre ainda arranja tempo para orientar os participantes do programa “Projeto Fashion” exibido na Rede Bandeirantes e, apresentado por Adriane Galisteu. “Faço porque gosto e me divirto”, diz Alexandre.
Quando questionado sobre o jornalismo de moda, Herchcovitch disse que atualmente muita gente escreve sobre este universo sem conhecer o assunto ou o estilista. “Eu cheguei num estágio que mesmo que ninguém entenda minha coleção, muitos elogiam. É impossível todo mundo gostar do meu trabalho”, afirma o estilista.
Seus desfiles são elaborados para contar a história da coleção, unindo as peças editadas, casting, música….para estar tudo pronto no backstage. “Demoro de 8 a 10 meses para preparar uma coleção. Quando a gente está no backstage de um desfile, é só vestir as modelos”, comenta Alexandre.
Em relação aos novos profissionais da área de moda, Alexandre afirma que ocorre um grande problema porque todos querem ser estilistas. “Se a vontade é ser estilista mesmo, é melhor trabalhar em outras marcas e, não criar uma grife própria, porque para abrir uma empresa, deve-se ter muito dinheiro e uma ideia original”, comenta.
VANESSA DE CASTRO | FOTOS: REPRODUÇÃO










