O mercado de moda precisa mudar: e para além do lançamento de meros canais digitais. De acordo com profissionais que atuam justamente no desenho destas experiências, o aumento drástico do varejo online não é mero alinhamento com essa nova realidade. Mas sim reflexo do sucesso de empresas que tem focado justamente a criação de experiências de marca. Stijn Nachtergaele, CEO & fundador da Nightingale – empresa que atua justamente com estratégias disruptivas para o marketing e construções de marca contextualiza: “Os produtos devem ser parte da experiência de compra como um todo.
Como exemplo, o empresário cita a Nike, que oferece pistas de corrida para teste de seus produtos. Também a Woolrich, que permite comprovação do diferencial térmico das suas roupas em salas com temperaturas climatizadas abaixo de zero, em seu próprio showroom.
Quanto ao papel que a decoração, a iluminação, e o aroma exercem neste contexto; Stijn Nachtergaele afirma que o sucesso das lojas envolvem os cinco sentidos. Os consumidores querem entretenimento; eles não querem simplesmente apanhar um produto e ir embora. Experiências podem ser criadas envolvendo todos os cinco sentidos de uma loja: o som, o aroma, o visual, o paladar e o toque. E estas experiências podem e devem ser revisitadas em casa.
A instalação de tecnologias interativas na loja – ainda que em pequenos investimentos, de acordo com a visão do empresário, também resultam em grandes resultados. Mas para isso, não devem apresentar visões alienadas; e sempre mostrar processos e histórias de fabricação envolvendo a paixão da marca. Do contrário são irrelevantes na tarefa de agregar valor, afirma.
Com a ascensão do aumento do interesse em compras em lojas físicas menores, pequenos pontos de venda com a oferta de uma boa curadoria podem realmente fazer a diferença. Independente do tamanho, o importante é criar discurso de marca por toda a loja, com um um conteúdo e comunicação único e exclusivo, conclui.
Fonte: Vivian David | Fotos: Reprodução









