A euforia das vendas on-line parece ter atingido o seu auge em Setembro de 2010, quando a Zara decidiu abrir o seu primeiro estabelecimento de venda virtual. O modo de comprar roupa pela Internet não mudou nem se revolucionou, mas segundo explicaram alguns críticos de moda, se a empresa aderiu a este modo de distribuição é porque é rentável e seguro. Os números confirmam. Em apenas três meses, a loja virtual da marca espanhola já recebeu 5.000 pedidos diários com uma média de 2,5 artigos em cada compra.
No entanto, apesar deste ser um dos grandes exemplos de aposta no mercado virtual, a verdade é que esta não foi nem a primeira nem a única marca a aderir a este modo de distribuição. A Desigual, por exemplo, deu início à venda on-line em Outubro de 2010. Espanha, a Alemanha, Inglaterra, França e Holanda foram os primeiros mercados a receber este tipo de comércio, que em 2011, pretende atingir mais mercados internacionais.
Já a grife Bimba y Lola esperou até Dezembro para abrir uma loja virtual disponível em 28 países. Da mesma forma, o gigante da Internet, Google, aproveitou o sucesso da venda de moda na rede e lançou o portal Boutiques.com.
Durante os últimos 12 meses do ano, as lojas on-line também se consolidaram como um novo canal de distribuição. Em Outubro, a multinacional norte-americana Amazon anunciou a aquisição do clube de compras Buy Vip. A empresa foi adquirida por 70 milhões de euros.
O ano de 2010 provou, assim, ser um ano excepcional para a abertura de lojas virtuais. Para 2011, as expectativas sobem consideravelmente, sobretudo porque as demais marcas da Inditex também darão o salto para o ciberespaço.
PORTUGAL TÊXTIL | FOTO: REPRODUÇÃO










