Lunelli e as preocupações socioambientais como prioridade: ‘Já nascemos com esse novo olhar’

As preocupações socioambientes tem se tornado uma prioridade dentro da cadeia têxtil. A Lunelli, sem dúvida, está entre elas. A empresa de Santa Catarina mantém o cuidado com impactos sociais, econômicos e ambientais como seus pilares, seguindo as práticas de ESG (Environmental, Social and Corporate Governance).

“A Lunelli é uma empresa familiar, que leva o nosso sobrenome. Foi fundada por meu irmão. Nosso compromisso e responsabilidade com a comunidade e com a preservação do meio ambiente está presente desde o início, quando ainda nem se falava nas práticas de ESG”, afirmou Dênis Luiz Lunelli, diretor-presidente da empresa, em entrevista à Exame.

A Lunelli Malhas e Tecidos, uma das marcas do grupo, nasceu em 1981 e no ano seguinte veio a Eco92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento que trouxe uma nova visão em relação aos problemas ambientais. A companha também tem em seu portfólio a Lez a Lez, Hangar 33, Lunender, Alakazzo e Fico,

Já nascemos com esse novo olhar, crescemos sempre atentos às melhores práticas“, indicou Dênis Luiz Lunelli.

A empresa investido em práticas ecoeficientes e os resultados obtidos são bastante expressivos. No último ano, houve redução de cerca de 10% no consumo de água na unidade Beneficiamentos, em relação ao ano anterior, além do tratamento de 79 litros de efluente por quilo de malha produzido.

Além disso, como parte do Sistema de Gestão Ambiental, 100% de seus resíduos têxteis foram enviados à reciclagem, somando 1.491 toneladas de materiais reciclados. Em relação a eficiência energética também teve resultado positivo, com a Lunelli Malhas e Tecidos, maior consumidora de energia elétrica da empresa atingiu uma queda de 5,2% em relação a 2019.

“Nossa forma de gestão é primeiro olhar para dentro, resolver nossas questões internas, para depois ajudar a solucionar as externas. Na fábrica do Paraguai, por exemplo, logo que chegamos, percebemos que o rendimento não era o esperado. Então, quando identificamos que muitos dos colaboradores chegavam com fome para trabalhar e incluímos um café da manhã, tudo mudou. Acredito que em todo e qualquer negócio seja importante entender quem é o colaborador e quais as suas necessidades”, explicou o executivo.

Dênis também destacou o modo como a indústria têxtil como beneficiar as comunidades que está inserida. “Não temos como dissociar a nossa história da história do local no qual estamos inseridos. Costumo dizer que não estamos em uma comunidade, nós somos a comunidade”, afirmou. Hoje, além de Santa Catarina, a Lunelli conta com plantas diversas regiões do Brasil e no Paraguai.

“O impacto abrange não só o aumento na arrecadação de impostos como o desenvolvimento de toda a comunidade. A estrada de terra dá lugar ao asfalto, chegam os loteamentos, postos de gasolina e de saúde, escolas e muito mais. É incrível ver quanto a chegada do negócio impulsiona o crescimento de qualquer cidade“, detalhou.

Diminuir a distância entre quem produz e quem compra, inclusiva, está entre as estratégias da Lunelli. A empresa apostou no movimento Moda com Significado, com tags exclusivas fixadas às peças trazem uma foto e frase assinada por quem a produziu.

“Queremos valorizar e reconhecer os colaboradores, mostrar quem está envolvido naquela produção. Não podemos deixar que ele caia no anonimato, pois tem um papel importantíssimo para toda a engrenagem funcionar”, disse Dênis.

Fonte: Redação | Foto: Reprodução