Marco Britto apresenta a evolução do jeans

Marco Britto,diretor do setor denim da ANEL (Associação Nacional de Empresas de Lavanderia) e presidente do grupo GB de lavanderias, apresentou pela associação na última Feimaco – 7º feira internacional de máquinas e componentes para indústria de confecção – a palestra com o tema 4º onda. O evento aconteceu entre os dias 2, 4 e 5 de abril no parque de exposições Anhembi em São Paulo.



Durante a apresentação, Marco trouxe aos visitantes uma retrospectiva em imagens e peças confeccionadas pelo grupo GB, contando e comprovando a evolução do jeans focando suas variações, opções de beneficiamento e efeitos nas peças.



Dos simples estonados extraídos das peças índigos aos memoriáveis vintages que até o ano de 2012 relatavam a história do jeans Marco definiu as demais novidades de 4º Onda, que são os jeans de luxos metalizados ou com revestimentos em fake couro. Destaque também para os vintages nos coloridos, e a valorização das estampas que contagiaram o mercado mundial do jeans.



Os estampados que até então apareciam com muita timidez nas coleções, nesta última temporada da Bread & Butter Berlim, estavam presentes em mais de 90% das coleções jeanswear. Os designers de jeans trabalharam incansavelmente com diversas técnicas e motivos que embelezavam as peças deixando-as únicas. Um dos pontos mais abordados por Marco foi a holografia – estampas transferidas a laser –, que oferece ao mercado infinitas opções de motivos de estampas, e que hoje é um dos serviços que as lavanderias passaram a oferecer para as marcas jeanswear.



Em sua última visita a Europa, Marco Britto, conversando com um dos melhores especialistas em jeanswear, Henrique Silas, pediu a ele um conselho para o mercado de jeans brasileiro. E assim respondeu Henrique:



“O momento é oportuno para empresários visionários: produto,marketing e novos canais de vendas, assim seus clientes se estabelecerão no mercado como formadores de opinião do Jeanswear brasileiro, por muitos anos.”



Marco finalizou a palestra dizendo que “ Algumas lavanderias já estão preparadas para a 4º onda, porque alguns empresários acreditam nessa evolução, enquanto que aqueles que não acreditam e não investem em novas tecnologias para diversificação do jeans, correm o risco de ficarem para trás ou até de fecharem como aconteceu quando entraram os vintages no mercado nacional, grandes lavanderias que não apostaram nos vintages, perderam mercado , e hoje não existem mais. Acredito que o Brasil é muito rápido, temos que colocar no nosso negócio para quando entrar a concorrência”, concluiu.


IOLANDA WUTZL | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR