Movimento é lançado em São Paulo com bate papo descontraído e informativo

Nós já havíamos falado de que a Rhodia se uniu à Renata Abranchs para lançar o Movimento #feitonobrasil, e na última terça-feira (11) acompanhamos o bate-papo que aconteceu no Espaço Itaú de Cinema que explicou todos os objetivos e discutiu mais sobre o projeto e sobre a indústria da moda brasileira.


O evento, integrado ao Encontro de Moda SP, contou com a presença de Roberto Davidowicz, presidente da Associação Brasileira dos Estilistas (Abest); Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT); Rony Meisle, da Reserva, e Ronaldo Fraga


“É uma satisfação enorme fazer parte do Encontro de Moda, em especial hoje que lançamos o #feitonobrasil. Com 95 anos no Brasil, a Rhodia se orgulha de produzir no país e principalmente desenvolver inovação para a industrial têxtil”, destacou Renato Boaventura, diretor da Rhodia Fibras durante a abertura do evento.


Mesmo em um cenário de moda permeado por discursos pessimistas, o clima do evento era de positivismo e ressaltou a importância da indústria têxtil para a economia nacional. O presidente da ABIT, Fernando Pimentel, destacou que a indústria brasileira é a quarta do mundo e que ainda há muito espaço para crescer. “Mesmo com um cenário econômico desfavorável, eu acredito na nossa indústria, ela tem um futuro promissor se as empresas trabalharem com afinco”.


O assunto destaque do bate-papo foi essa nova onda de consumidores buscando cada vez mais produtos feitos no Brasil, produtos produzidos de maneira ética e que valorizam além do custo-benefício. É claro que essa parcela de consumidores conscientes ainda não é a maioria, mas é um indicativo que o primeiro passo para a valorização cultural já foi dado.


“A produção brasileira de moda é um espelho da cultura nacional, é muito importante mudar o olhar e reconhecer todo o talento. Em viagens para o exterior, sinto que o país é mais valorizado lá fora”, afirmou o estilista Ronaldo Fraga, que acredita que ainda temos um longo caminho a percorrer, mas que já melhoramos muito nesses 10 anos.


Roberto Davidowicz da Abest confirma que os estrangeiros gostam muito do produto nacional e isso vai além da moda praia. “O produto nacional é o mais caro, mas ele tem seu valor. Precisamos aprender a valorizar o DNA do que é feito no Brasil, o mundo precisa e espera por isso”, afirma ele.


Rony Meisler é um exemplo de sucesso, com produção 99,9% nacional: “A única peça que produzimos fora do país é a jaqueta de couro, porque aqui é muito difícil fazer o produto na demanda que a Reserva precisa”, afirma ele. Rony contou também que quando ele começou a Reserva, com essa ideia de produção nacional, ninguém acreditava que seria possível. Hoje, alguns anos depois, além da Reserva, com uma nova marca feminina, a Eva, e diversos pontos de vendas espalhados pelo país, o empresário provou na prática que é possível sim produzir no Brasil: “Você precisa é ter compromisso”, afirmou ele.

Todos os problemas trazidos à tona quando falamos em produção nacional foram comentados e analisados, sem utopias e enxergando as dificuldades econômicas e culturais, mas sempre permitindo que a boa vontade falasse mais alto: “Esse debate é o início de um grande movimento aqui no Brasil. É o momento de rever toda a cadeia industrial e da moda para que o país continue a se desenvolver”, afirmou Renata.

“Acreditamos em uma moda brasileira, autêntica e possível, pensando em toda a cadeia com design, tecnologia, modos de produção e qualificação de pessoas. O debate de ideias é capaz de promover mudanças significativas, criar novas soluções e aproximar a indústria”, destacou Renato Boaventura.


O convite final foi feito a todos: Que tal começar com 7 a 1? Sete itens nacionais para cada item importado no look do dia. Quantas peças feitas no Brasil você está usando agora? Vale clicar e postar nas mídias sócias as peças que levam na etiqueta o “Feito No Brasil” com a hashtag #feitonobrasil.


O evento teve apoio da Tecnoblu que desenvolveu todo material fornecido no evento e produzirá também as tags para as marcas que produzirem no Brasil colocarem em suas peças. Saiba mais como participar do movimento em: www.feitonobrasil.com.br

MARINA COLERATO | FOTO: DIVULGAÇÃO