A 11ª edição da Première Vision São Paulo, que aconteceu nos dias 12 e 13 de maio, em novo calendário, foi marcada pela estreia da Área Manufacturing promovendo o mercado das empresas de private label. Com a estreia dessa área no salão, a Première Vision se torna a feira mais completa do país, unindo desde fibras e fios até a confecção, contemplando todas as fases da cadeia de produção têxtil.
O salão também contou com bate-papos e mesas redondas, com destaque para os debates Qual o Futuro da Moda Brasileira, com Dudu Bertholini, Camila Yahn (FFW) e Alessandra Maluf (Tecelagem Columbia) e Criatividade e o novo mercado de moda – possibilidades, oportunidades e descobertas, com participação de Ivna Barreto, gerente de marketing da Canatiba; das designers Lorena e Laura Andrade, da grife mineira Llas (que desfila no São Paulo Fashion Week) e do diretor comercial da grife francesa de calçados sustentáveis, Vert Shoes, Leandro Elias Miguel.
Para Luana Cloper, gerente do salão, o foco na informação de moda reflete a força do evento como ferramenta de criação e promoção do diálogo, dos debates e do relacionamento entre os diversos stakeholders da cadeia têxtil e de confecção. O Première Vision São Paulo oferece um espaço bastante amplo, não somente para a apresentação das matérias-primas, mas também de interação entre todo o setor. A nova área Manufacturing, que foca nas manufaturas de vestuário no modelo Private Label, trouxe ainda mais serviços para os compradores e visitantes, que encontram soluções completas para suas coleções, disse.
A Carta Aberta de Guglielmo Olearo, diretor dos salões internacionais do Première Vision, convidou todos os players da indústria de moda brasileira para construírem juntos a moda latino americana. Segundo Olearo, O Première Vision, sozinho, não pode auxiliar o setor na retomada de uma moda com qualidade, na busca de produtos que possam disputar hoje o mercado internacional. Somos a ferramenta que precisa ser operada por todos os personagens da indústria, disse.
Olearo também aponta a necessidade de internacionalização da indústria de moda nacional: Deixa-nos triste saber que na próxima edição da Première Vision Paris teremos apenas quatro empresas brasileiras. É uma pena porque o Brasil deve abrir-se ao mundo, afirma ele. Essa urgência de focar no mercado internacional já foi abordada no começo do ano por Rafael Cervone, presidente da ABIT, que anunciou que o comércio exterior seria um dos quatro focos principais da associação nos anos por vir.
Guglielmo Olearo finaliza dizendo que o compromisso com o mercado de moda brasileiro está firmado desde que o salão estreou em São Paulo, e que este compromisso continuará para o futuro, com a Premiére Vision fazendo tudo que está em seu alcance para inspirar, enriquecer o cenário, focar na qualidade dos materiais, serviços e, consequentemente, melhorar o que se cria e o que se entrega ao consumidor de moda.
Para quem não esteve presente na feira, nós comentamos as principais tendências do segmento jeanswear em tecidos e aviamentos para a temporada de inverno 2016.
A próxima edição do evento acontece nos dias 4 e 5 de novembro.
MARINA COLERATO | FOTOS: REPRODUÇÃO




















