Oficinas de costura aderem a energia solar no Rio Grande do Norte

Com incentivo do Sebrae no Rio Grande do Norte, 16 oficinas de costura adotaram a energia fotovoltaica em suas unidades. A implementação garantiu economia, aumento da competitividade e capacidade de reinvestimento nos negócios.

A medida vem, em grande parte, pelo clima semiárido potiguar que tem alto índice de luminosidade natural, sendo perfeito para o desenvolvimento da tecnologia solar. Hoje, o estado conta com 124 unidades de confecções que produzem peças sob demanda para grandes empresas do setor têxtil, principalmente Hering e Guararapes.

Segundo Joselito Santos, proprietário da JS Silva Confecções, que adotou o sistema fotovoltaico, até agora o resultado tem sido excelente, com economia de 200%. “A oficina funciona há mais de cinco anos na cidade de Parelhas (distante 246 quilômetros de Natal), na região do Seridó, uma das mais áridas do estado”, comentou

“A conta de energia da empresa estava entre os principais custos e pesava nos cálculos mensais da oficina. Por isso, há pouco mais de um ano, decidi apostar na energia solar”, acrescentou o executivo.

A gestora do projeto de apoio às oficinas de costura do Sebrae, Verônica Melo, apontou que devido ao grande potencial do estado, a adoção de energia solar se apresenta tanto técnica quanto economicamente atrativa para os pequenos negócios do setor. “Essa substituição possibilita, em alguns casos, a gerar uma diminuição de 90% do valor do custo de energia elétrica numa oficina de costura”, explicou a gestora.

Sócio de uma oficina de costura no município de Brejinho, que fica a 48 quilômetros da capital e possui um consumo mensal médio de 1000 KW, Felippe Oliveira implantou em junho do ano passado painéis fotovoltaicos na empresa, que hoje geram uma potência de 1,4 mil KW por mês, um excedente de 400 KW, que são utilizados nas residências dos dois sócios.

A iniciativa representou a substituição do um custo total com energia elétrica nos três imóveis no valor de R$ 1 mil pela parcela do financiamento de R$ 800. “Após o término do financiamento, não terei mais essa conta nem dependendo das operações da empresa a variações das tarifas de energia elétrica”, disse Felippe Oliveira.

Fonte: Redação | Foto: Reprodução