Um dos tecidos mais trabalhados pelo agrupamento de marcas do Copenhagen Fashion Week, a seda, foi também o material chave que pontuou o estilo da coleção da marca Whiite, em seu desfile apresentado no evento. O visual rebuscado, ditou também a aparência e as construções empregadas no denim, que incorporou as qualidades de brilho acetinado e toque suave do material. Foram poucas as aparições do índigo no catwalk da marca, mas todas bastante elitizadas, reforçando a importância que o denim vem tomando nas peças menos streetwear e mais maduras para a moda global.
A marca trouxe também uma importante paleta de cores: brancos, acinzentados, passando pelo laranja chic, um toque de vermelho, azul royal e dry denim. Além da seda, a marca apostou também na renovação dos tecidos vaporosos diferenciados por paetês. Os ombros circulares marcaram a fisionomia do outerwear, assim como o matelassê, que também foi levado ao couro colorido. No mix de peças chave, tivemos as calças pijama delgadas com bolsos de alfaiataria, os casacos com volumetria circular, saias lápis, e vestidos soltos e fluídos que brincaram com comprimentos extremos.
As estampas da marca trouxeram motivos de gravataria combinados em diversas proporções e também manchados sedosos, lembrando a linguagem do jeans através da simulação do visual bleached. A marca Whitte trouxe o contraponto da moda madura e elitizada, porém simplificada, diferentemente do apelo esportivo trabalhado que foi enfatizado pelas demais marcas. Trouxe também diversos apontamentos como: o potencial feminino do diálogo do denim para com a seda, o fit pijama com jeitão de alfaiataria para o público mais maduro, a continuidade dos comprimentos atuando como lógica renovadora de peças simples e o matelassê constando como uma linguagem valorizada no mix de casacos da estação, juntamente com o denim.
ViVIAN DAVID / FOTOS: REPRODUÇÃO





















