Desde tempos remotos, uma planta conhecida como Woad foi cultivada a fim de ser utilizada para se obter um corante azul. O pigmento já era conhecido no Egito, possivelmente em meados de 1000 a.C. , e só em 1408 que Vasgo da Gama leva o índigo indiano para Europa.
Os comerciantes europeus tentaram a todo custo barrar o pigmento com leis e mentiras. O índigo foi acusado de ser uma droga mortal e batizado de corante do Diabo. E, em algumas partes do continente, o uso do corante foi até ameaçado com pena de morte. Mas, com tantas propriedades, o pigmento prevaleceu e se tornou o rei das cores.
Graças a uma comunidade em Marche, na Itália, o processo artesanal da produção do índigo de Woad, lá conhecido como Guado, foi revivido. Os extratores de Marche foram descobertos pela Nudie Jeans, que em parceria com a comunidade desenvolveu uma coleção cápsula colorida a partir do pigmento produzido por eles.
O processo é trabalhoso, afinal são cerca de uma tonelada de folhas de Guado para fazer um quilo do corante. Por isso, a linha da marca está sendo produzida em edição limitada, ao todo são 700 peças.
Os preços variam de 725 dólares (para calças e jaquetas) a 245 dólares (lenços). A linha poderá ser encontrada nas concept stores de Berlim, Amsterdã, Londres, Nova Iorque e Estocolmo.
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