Rui Hess compartilha em palestra “case” Dudalina

Contando com 6 unidades fabris, a Dudalina tem 44 lojas próprias e 27 franquias, que são alimentadas duas vezes por semana. De uma empresa familiar, da década de 40, a companhia se transformou em uma das mais importantes camisarias do mundo. O resgate histórico da marca, desafios e avanços foram relatados por seu diretor de varejo, Rui Hess, na palestra “Amor à camisa e às pessoas”, nesta sexta-feira (07), último dia de Paraná Business Collection Summer 2013 / 2014.



A história da Dudalina e de sua família se misturam mas, num determinado momento, esses dois territórios tiveram que ganhar limites mais explícitos, para que um não interferisse no outro. “Para crescer, tivemos que estabelecer metas. Quem não se adequou, pediu para sair e hoje tem seu próprio negócio, com suas regras”, explicou Rui, que também sugeriu que os membros de uma empresa familiar façam um acordo de acionistas para os filhos, para evitar que o negócio prejudique a relação fraternal.



Sobre a trajetória histórica da camisaria, o diretor destacou dois grandes momentos de ousadia, que reposicionaram a marca no mercado da moda e alavancaram suas vendas. O primeiro, em 2010, quando deixaram de ser fornecedores de grandes lojas para se tornarem varejistas, investindo no segmento feminino. “A camisa feminina foi para a Dudalina o que o Ipad foi para a Apple”. Em 2012, a empresa ousou mais uma vez, ao abrir uma loja em Milão.



Além de Rui, sua irmã Sonia Hess de Souza está na diretoria da empresa. Ela é a atual presidente, com plano sucessório já traçado. Dentro de 4 anos, a marca catarinense deverá ser comandada pelo atual diretor comercial, “que não é da família”, ressalta Rui.



Recentemente, o projeto Sacola Social, de reciclagem de retalhos de tecido, realizado pela companhia, foi citado em um relatório da ONU como exemplo de programa de responsabilidade social. O projeto consiste na doação de retalhos de tecidos já cortados em quadrados para grupos que sobrevivem da caridade. A marca também ensina como costurar a sacola de patchwork e recompra a produção. Com a ação, a Dudalina evita os aterros e dá um destino social a suas sobras.



Rui Hess elogiou a qualidade técnica da indústria de confecção do Paraná. “O Brasil todo vem produzir suas peças aqui”, destacou. Para Hess, o Paraná Business Collection é um caminho para que a produção seja referência também em criatividade, inovação e identidade. “Para que haja diferenciação, destaque e reconhecimento, é preciso desenvolver cultura e criar ambiente para isso”, finalizou.


REDAÇÃO / FOTOS: AGÊNCIA FIEP