Santista apresenta linha de tecidos com proteção contra Covid-19

Em tempos de pandemia, crescem as tecnologias em relação aos acabamentos têxteis com a funcionalidade de proteção, tendência que vinha sendo desenhada por diferentes companhias, mas que ganha maior visibilidade agora, no combate à Covid-19. Segundo Sueli Pereira, gerente comercial e de moda da Santista Jeanswear, 88% das pessoas estão se expondo ao risco, por isso, a vestimenta também pode ser uma arma para auxiliar no combate ao vírus.

A Santista que já desenvolve inúmeras tecnologias nos tecidos como antiodor, repelência à insetos ou líquidos, acaba de lançar a linha Bio Protect em parceria com a empresa brasileira Nanox. Trata-se de artigos que recebem tratamento com nanopartículas de prata que aderem aos fios e com capacidade de inativar o novo coronavírus em até três minutos com eficiência de 99,8%, além de combater outros vírus, fungos e bactérias.

“Somos especialistas em bactérias, vírus, microorganismos, e trabalhamos pautados na tecnologia, em parceria com universidades. Desde o início da pandemia, estamos focados em comprovar a eficiência contra o Sars-CoV-2, a Covid-19”, afirmou Guilherme Tremiliosi, head de desenvolvimento têxtil da Nanox Tecnologia.

“Esse produto não é novo, e conseguimos provar que ele também combate o Coronavírus. Foram realizados testes com a cepa do vírus isolado no Brasil pelo Hospital Albert Einsten”, completou. Isto não quer dizer que o produto seja eficiente também nos mercados da Europa e Estados Unidos. Guilherme acredita que sim, porém, é necessário testar com as cepas de cada país.

“O acabamento da Nanox já existia. Foi realizada uma nova configuração no processo de acabamento. E após isso feita a validação do teste no Instituto de Ciências Biomédicas”, comenta Inácio Silva, gerente de marketing da Santista.

Os acabamentos têxteis de proteção no vestuário já existem há 20 anos na Santista e, ao longo dos anos, a empresa foi aprimorando suas tecnologias. A princípio, a Bio Protect pode ser encontrada em 95% da linha workwear, priorizando o segmento hospitalar e a produção de máscaras e também está presente na linha de flats, sarjas coloridas. Já a linha denim está em fase final de testes.

Sueli Pereira, Guilherme Tremiliosi e Inácio Silva durante live no Youtube

O acabamento torna-se eficiente até 30 lavagens, mas o objetivo é provar que pode alcançar um número mais elevado. “Nosso objetivo é chegar a 50 lavagens, mas isto não quer dizer que com 31 não funcione mais. Porém, ainda precisamos testar”, comenta Guilherme.

Além disso, o produto também pode ser lavado em mistura caseira de água sanitária com água, recomendada pela Anvisa e não perde efetividade quanto à sujeira.

A Santista pretende lançar produtos cada vez mais multifuncionais unindo diferentes tecnologias como a Repeller, com repelência à líquidos juntamente com produtos antivirais, o que ajuda a potencializar a proteção nas roupas.

“A Santista acredita que estamos em novos tempos, com novos hábitos. A consciência das pessoas em relação aos cuidados com a saúde e os vírus, vai continuar. E essa pandemia está mostrando sobre a importância desses cuidados. Essa proteção vai continuar de forma permanente em graus menores e maiores. Vamos continuar com o trabalho de pesquisa e desenvolvimento em diversas frentes”, explica Inácio.

“É muito importante educar a população para mudanças de hábitos e se adequar à nova realidade. Podem surgir novos vírus, bactérias e fungos, vamos continuar sempre com nosso trabalho de pesquisa e desenvolvimento”, diz Guilherme.

“Dentro do mercado de moda, estamos vendo o quanto a praticidade e os valores dos consumidores estão mudando, estão buscando marcas mais seguras (63% priorizam marcas confiáveis, segundo a revista Exame). É importante tratar com responsabilidade essa questão, com o máximo de transparência para trazer essas inovações para o jeanswear. Nossa responsabilidade é grande nesse sentido, porque estamos tratando com vidas. E a moda traz a questão do bem-estar, proteção juntamente com a estética e a beleza”, afirma Sueli.

E, continua: “A gente espera também que o Feito no Brasil seja valorizado – a ciência e a moda”.

Máscara produzida com tecido da linha Bio Protect

Fonte: Vanessa de Castro | Fotos: Reprodução