Para o Verão 2017, teremos menos visual
bruto e em substituição; o denim mais trabalhado em texturas, lavagens e
tingimentos. Os temas contemplam a pluralidade de personalidades e
momentos da alma feminina global. Teremos o jeans vestindo a ideia de
empoderamento, através de inspirações relacionadas ao estilo biker,
catástrofes e anos 80; poético e setentista, vestindo vintage, florais,
customizações e o jeans de estimação; o mix essencial colocado com soberba
e elegância elitizado pelo estilo navy e elevado pelos conjuntos combos; e a
sempre apreciada irreverência desta vez girando em torno do mood eclético,
pop art e diálogos invasivos ao swinwear.
Para atender à todos estes temas, teremos o contraponto do
denim leve com o pesado. No primeiro tópico, pesos e
composições leves ideais para camisaria são a ênfase maior, com destaque
para o liocel e demais alquimias favoráveis à peças desejo do vestuário
feminino como macaquinhos, salopetes, vestidos, tops croppeds, t-shirts,
quimonos, ou saias evasês. Já o denim pesado, será a matéria-prima dos
temas étnicos e rústicos, requisitados em pesos de 9, e 10oz, com a finalidade
de se desdobrar em aspectos destroyer e useds valorizando o aspecto
artesanal, e tonalidades como o cru e o branco nas peças.
Nos detalhes, os joelhos tornam-se foco de
reformulações inspiradas no estilo moto, biker e rocker. Como consequência
da influência do estilo, temos a presença forte de metais aplicados, recortes, e
costuras jogadas em peças justas que delineiam o corpo, e ainda sua
expansão para as modelagens retas, com fits arqueados ou joggers com
punhos nas barras.
Marmorizados, amassados, puídos e rasgos também incrementam
essa região com aplicações de brilhos em tachinhas bem pequenas e
delicadas. Os zíperes e uma infinidade de opções de
costuras (das mais finas às grossas ou com plissados)
transformam completamente a peça.
Ao chegar no design de lavanderia, temos uma
grande alta de detalhes como os devorês, colocados com experimentalismo
maior. Para o público feminino jovem, o detalhe é aplicado no sentido de
somar delicadeza nas peças tingidas e sóbrias do mix de calças, seja através
de puídos criando texturas que lembram pele brotando do tecido, ou rasgos
horizontais repetidos verticalmente, formando texturas irregulares no
entrepernas. Já nas peças desenvolvidas para o público mais maduro, o
devorê é minimalista e sucinto, geralmente requisitado para rebuscar as
leituras do jeans de cintura alta.
Por fim, os coloridos da estação dividem-se duas
paletas distintas. Na primeira temos as cores puras e vibrantes, onde as
variações são alcançadas pela luminosidade do branco: vermelhos, rosados,
corais, verde piscina são alguns exemplos, desta cartela que dialoga
fortemente com a linha praia e fitness. Já a segunda é empoeirada e
aguerrida, dedicada a personalidades fortes e influenciada pela indumentária
masculina e militar. Nela temos transições que vão do marrom poeira ao
argila, do amarelo queimado à ferrugem, do verde militar ao envelhecido sujo
de barro; e do cinza alterado pela terra ao apagado pelo tempo e uso.
VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR / REPRODUÇÃO










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