Sylvia Demetresco idealiza exposição de Moda em São Paulo

TECHsyTURA – 7  décadas, 70 anos, Exposição de Trajes de 1910 a 1970 é o título da mostra idealizada pela pesquisadora, autora e referência tanto na moda como na área de Visual Merchandising, Sylvia Demetresco.

A mostra, que vai de 21 de julho a 26 de agosto na área de exposição do Centro Universitário das Américas – FAM, no espaço Moinho, na Mooca (SP), faz um relato da moda e da vida da própria autora dentro deste período da história contemporânea.

Autora de vários livros sobre Visual Merchandising – sua paixão, ao lado da moda –, Sylvia Demetresco traz para a exposição fragmentos valiosos da sua trajetória pessoal. Todos eles estão em Me conta um conto, que eu aumento um ponto, o livro mais recente em que ela revisita a sua vida pessoal e familiar.

Todas as peças fazem parte do acervo pessoal: roupas e acessórios são herança, pessoal e afetiva, que Sylvia recebeu da mãe, a suíça Adrienne Louise Stern Schlossinger. Desde o “pagãozinho” de cambraia de linho usado no batizado da bisa, há 120 anos, até os vestidos de noiva.

TECHsyTURA é, assim, uma exposição autobiográfica, em que a moda surge como uma coletânea de memórias da autora, sendo ela como guardiã da própria moda.

A moda em cinco atos

Doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, Pós-doutorada em Semiótica pelo Instituto Universitário da França, em Paris, Sylvia Demetresco cuidou de cada detalhe da TECHsyTURA. Vale destacar, o “Sy”, que aparece no centro deste neologismo, é o seu apelido familiar.

A exposição no amplo espaço da FAM está disposta em cinco cenas. E o projeto como um todo segue as diretrizes de Visual Merchandising, com a proposta de levar os observadores a uma jornada pela história e pela moda, de modo espontâneo e intuitivo, perambulando pelas décadas.

A cena correspondente ao início do Século XX (1900 – 1910) faz referência aos tecidos naturais, enquanto que para os anos 1920 a inspiração vem das melindrosas, com vestidos de crepe seda, inteiramente bordados com vidrilhos, miçangas e lantejoulas, corte reto e franjas. Nas décadas de 1930/40, a moda traz certa leveza que contrasta com a austeridade do cenário da guerra, tudo expresso no robe de chambre azul com poás brancos.

Os anos 1950/60 retratam a efervescência da Era do Rock, com modelos rodados, de tafetá, feitos para rodar enquanto se dança. Por fim, os anos 1970, feitos de tantas cores e padronagens, são ilustrados por dois vestidos de noiva: um sári prata e azul, com recortes geométricos, e outro de organza de seda branco, bordado por Sylvia e sua costureira, nas cores laranja, amarelo, rosa, roxo e verde.

O visitante terá acesso também a 16 quadros com amostras de rendas francesas, belgas e suíças, a variados modelos de chapéus de época e até a uma vitrina com divertida vitrinas da Lupo.

Um filme produzido por Felipe Dianese mostra ao visitante a sequência da história. É também o momento para se contemplar o desfile da Thear no SPFW, cujo casting Sylvia Demetresco integrou.

A exposição inteira é instagramável, merecendo atenção a presença do automóvel Dodge Dart 1974; o espaço que reproduz o ateliê da autora, bem como a área do Metaverso, com os recursos disponíveis de Inteligência Artificial.

Fonte: Redação | Foto: Divulgação