Tecelagens nacionais inspiram atualizações de fácil produção

Quem desenvolve jeans em território nacional; é absolutamente ciente de que uma das grandes carências da indústria de moda, é encontrar mão de obra para peças mais trabalhadas. E é aí que o segmento precisa ser criativo: pois para muitos públicos o jeans que vende, é justamente aquele permeado por recortes e linguagens que pertencem unicamente ao segmento azul. Atendendo à esta demanda, as tecelagens nacionais concederam em suas coleções de Inverno 2018; um espaço importante para sugestões fluentes para a etapa do desenvolvimento. E o foco deste olhar foi justamente os bolsos – já que são eles, que muitas vezes definem o sucesso de um fit.



No quesito construção, foram os modelos com acabamentos uniformes os alvos principais: especiamente nas calças jeans com estilo setentinha ou alfaiataria. Nestas interpretações, a sugestão das tecelagens foi o desenho embutido nos recortes do entrepernas, ou o formato quebrado seguindo o estilo blocking. Porém na maioria das peças, o argumento fashion dos bolsos foi reservado ao desgaste e ao efeito de lavanderia – jogado em cima de um formato familiar.



Como exemplo, as araras mostraram bolsos tradicionais, espatulados com resina metalizada, contornando com assimetria as bordas de abertura e costuras. Também os puídos, camuflando a presença do elemento através do visual peça detonada; as reservas de pigmento, sugerindo a silhueta arrancada; e as bordas recortadas, decoradas ao fundo por imagens street gravadas a laser. A inspiração que representa agilidade com argumento – aproveitando gabaritos já existentes, tecnologias recentes, e customizações reprodutíveis: heis a dica das tecelagens, para tornar comercial a inspiração trabalhada nas marcas nacionais.

VIVIAN DAVID | FOTOS: EQUIPE GUIA JEANSWEAR