A tecnologia tornando o beneficimento jeans mais sustentável. Esta foi a pauta do último seminário promovido pelo Congresso Internacional de Sustentabilidade em Têxtil e Moda (SUSTEXMODA), que contou com a presença do CEO da GB Tecnologia e Sustentabilidade, Marco Britto.
A conversa teve a participação especial da CEO do Guia JeansWear, Iolanda Wutzl, além da mediação da professora Francisca Dantas Mendes, que é associada e pesquisadora da USP-EACH. O quadro fica completo com Juliana Bastos, estilista, tintureira e criadora da Manui Brasil, além de pesquisadora e professora na área de sustentabilidade na moda.
Listando um programa próprio da GB que foca na sustentabilidade ambiental e social, Marco Britto ressaltou a importância de políticas e conjuntos de medidas dentro do conceito para a empresa, como o ZDHC (Zero Descartes de Produtos Nocivos). “Nossos produtos químicos são biodegradáveis e não utilizamos produtos com fenol, que são prejudiciais a natureza”, afirma.
“Hoje, a indústria de beneficiamento tem toda a condição de utilizar a química fina e a ZDHC – que é muito parecida com a que usamos em produtos domésticos, como sabão, detergente. É uma química que vai fazer o trabalho no jeans e não vai deixar residual, problemas para o meio ambiente”, detalhou Marco.
O beneficiamento mais sustentável também abrange a utilização de lavadoras frontais na GB, próprias para o jeans. Os equipamentos geram menos gasto de energia elétrica, água e possibilitam o uso de química biodegradável. “Sabemos que já existem essas tecnologias. E o Brasil, na indústria de beneficiamento, eu acredito que está no top 5 no mundo”, exaltou.
A opção por lavadoras verticais, contudo, ainda não é unanimidade na indústria brasileira. Segundo a ANEL (Associação Nacional de Lavanderias), 70% do mercado utilizam equipamentos horizontais, que contam com baixa ação mecânica e necessitam de química pesada para o processo de lavanderia.
Ainda sobre as tecnologias no beneficiamento jeans, Marco Britto também destacou o amaciamento a seco, sem utilização de água e vapor sem resíduo. “Existem tecnologias que, às vezes, o investimento é mais baixo e essa é uma das que gosto de falar. É uma inovação de Caruaru e Toritama, uma região muito rica de ideias, menos próspera de chuvas, de água […] E o pessoal consegue alcançar inovações como esta”, detalhou.
A GB também investe em um equipamento de gerador de ozônio e em um sistema de tratamento de água, com reuso. “Como utilizamos uma química biodegradável e já usa um processo de economia de água, o que temos que retirar é apenas o corante índigo e o algodão”, disse Marco.
O saldo de todo este investimento é mais do que positivo. Entre os indicadores de sustentabilidade ambiental e econônimo, a GB registra o consumo de apenas sete litros de água e 15 centavos de dólar de custo químico por calça, além de 0,2% de retrabalho.
“É importante dizer que não é possível lavar uma calça jeans com sete litros de água, não é mágica. O uso para lavar uma calça jeans em média são 60 a 80 litros, mas nós reaproveitamos a água e chegamos nestes sete”, ressaltou o CEO da GB.
Confira o seminário na íntegra abaixo:
Fonte: Redação | Foto: Reprodução









