União Europeia busca regras para diminuir poluição das marcas de moda

Entre os setores mais poluentes do mundo, o mundo da moda tem tentado melhorar sua relação com o meio ambiente nos últimos anos. A União Europeia, visando acelerar as mudanças necessárias para este caminho, está estudando a criação de novas regras para “limpar” a produção de fabricantes e importadores têxteis da região.

Virginijus Sinkevicius, comissário de meio ambiente da UE, classificou os têxteis como “novo plástico” quando se trata de lixo. A intenção é concentrar medidas na indústria de vestuário para que o setor evite o uso de produtos químicos prejudiciais e o desperdício de água.

As novas regras têm como objetivo exigir informações nas etiquetas de roupas sobre os recursos utilizados na fabricação e estabelecer obrigações de sustentabilidade para produtores que buscam acesso ao mercado único europeu de têxteis e vestuário que movimenta 500 bilhões de euros (US$ 567 bilhões).

“Definitivamente entraremos na rotulagem. Mas o principal é a política de produtos, o que é vendido no mercado da UE”, apontou Sinkevicius, durante entrevista em Bruxelas.

Vale destacar que, em dezembro de 2019, a Comissão Europeia anunciou a instalação do “Pacto Verde”. O projeto tem como objetivo levar o continente a ser o primeiro neutro em carbono até 2050, por meio de uma revisão econômica que afetará vários segmentos, da energia à agricultura.

O plano prevê um roteiro com ações para dinamizar a utilização eficiente dos recursos, através da transição para uma economia limpa e circular, e para pôr termo às alterações climáticas, inverter a perda de biodiversidade e reduzir a poluição. Em relação ao setor têxtil, a iniciativa pode atingir empresas de vestuário que dependem de países asiáticos de baixo custo, como China, Vietnã e Bangladesh, como locais de produção.

Fonte: Redação | Foto: Reprodução