Novos talentos da moda brasileira exibiram coleções inovadoras na 40ª edição da Casa de Criadores, que aconteceu no começo de novembro, entre os dias 7 e 11, em São Paulo. Parceira do evento há mais de 10 edições, a Vicunha Têxtil continua a investir nos jovens estilistas, fornecendo tecidos versáteis e tecnológicos para compor coleções repletas de criatividade. Para o Inverno 2017, o evento trouxe desfiles cheios de referências urbanas, com looks contestadores e nada óbvios, misturas de referências e muita autenticidade.
Confira abaixo mais detalhes sobre os desfiles apoiados pela fabricante:
Ocksa: Seguindo o conceito de desenvolvimento de duas coleções por ano sob a mesma temática, a dupla Igor Bastos e Deisi Witz apresentou a transição que completa o processo de criação das peças, que traziam aspecto inacabado na edição anterior do evento. A marca trouxe túnicas, calças, parkas, macacões e chemises em shapes amplos e desestruturados. O brim com brilho natural Andrews, da Vicunha, foi a escolha dos estilistas para a criação de itens mais soltinhos com pegada de alfaiataria. Valorizamos o conforto dos tecidos, essencial para a nossa proposta de peças versáteis que interagem com as pessoas, explicou Witz.
Felipe Fanaia: Mais uma vez, Felipe Fanaia apostou no diferente para sua nova coleção. Inspirado na superação do alcoolismo, o estilista criou peças que refletem dois momentos da vida de quem tenta abandonar o vício. Na primeira fase do desfile, cores sóbrias figuraram em shapes de alfaiataria com mood militar e tons terrosos apareceram em criações mais ajustadas, retratando sentimentos como depressão e culpa. Para a camisaria, o estilista apostou no brim Luca, da Vicunha, com característica leve e fluida. A segunda parte do desfile trouxe pontos de cor, em modelagens que transmitiam a ideia de liberdade. Destaque por seu alto stretch, o brim Lana Power apareceu em peças amplas na cor rosa, conferindo às criações brilho natural e toque macio e confortável.
Karin Feller: Conhecida por suas coleções delicadas e frescas, a estilista criou peças joviais e leves, com estamparia vibrante. Destaque para a delicadeza de shapes femininos que esbanjavam fluidez, com tecidos suaves em pegada clássica. Mais uma vez, o refinado brim Ypoá, da Vicunha, ideal para peças mais estruturadas, foi base para um top que recebeu efeitos de respingo de tinta, reforçando a vocação da estilista para criar estampas exclusivas.
Ben: Celebrado por seu caráter underground, Leandro Benites, à frente da marca Ben, trouxe uma coleção repleta de mistura de referências. A crise de identidade contemporânea veio amarrada à cultura indígena e ao tribalismo, tendo como proposta contar histórias lúdicas através dos looks. Fora do óbvio, o designer apostou em peças multifuncionais, com camisas versáteis que podem ganhar novas funcionalidades. O leve brim Luca foi base para itens de camisaria, que vieram em cores sóbrias como branco e preto. Para a criação de um efeito de textura elegante, o brim maquinetado Maranelo se destacou em peças masculinas e femininas com pegada confortável.
Caroline Funke: Mais uma vez no Projeto Lab, porta de entrada para o line-up oficial do evento, a estilista Caroline Funke se baseou em um universo onírico para mostrar como a vestimenta descreve o mundo interior das pessoas, apostando em formas e volumes do movimento Renascentista, mesclados ao surrealismo dos anos 1920. Da Vicunha, o brim super power strech Comaneci, com toque acetinado, foi base para as peças de alfaiataria. Já Munich, com brilho especial e toque macio, foi a escolha da estilista para saias e calças em tom verde militar. Por serem tecidos estruturados, os artigos Vicunha conferiram exatidão às formas e volumes, sem abrir mão do conforto, explicou a estilista.
Ellias Kaleb: Também no Projeto Lab, Ellias Kaleb trouxe uma coleção inspirada no Oriente Médio, em uma releitura vestida no corpo de ocidentais. Com proposta nômade, exibiu calças estilo Aladim, que traziam recortes geométricos e bolsos tridimensionais, conferindo modernidade e funcionalidade aos looks. A influência artesanal também apareceu nas criações, figurando em calças e túnicas com acabamentos inusitados e pegada esportiva. O brim Cher, da Vicunha, foi aposta para calças com look leather e recortes diferenciados. Já o versátil brim Spinning, com toque de moletom e elastano em sua composição, foi base para peças mais ajustadas ao corpo. A escolha dos tecidos foi intuitiva, em um processo criativo que valoriza o caimento e a possibilidade de trabalhar volume, apontou Kaleb.
Diego Fávaro: A coleção criada pelo estilista Diego Fávaro, chamada de Bronx, teve como inspiração o distrito localizado na cidade de Nova York, com foco no surgimento do hip hop e do break dance nos anos 70. O jeans, com mood esportivo, foi o grande destaque da coleção e apareceu em blusas, macacões, calças e camisetas com shapes amplos. Usada também no avesso e em trabalhos de patchwork, a grande aposta foi o denim premium London, com brilho sofisticado e caimento perfeito. Um macacão levou ainda o denim Wendy, também Vicunha, que traz o agradável toque do moletom. Os tecidos da fabricante colaboram para a identidade visual, a qualidade e o conforto das peças, que estarão à venda logo após o desfile. Trazer as cores e texturas do jeans é fundamental para coleção, explicou o designer.
Lui Iarocheski: Lui Iarocheski apresentou uma coleção masculina austera inspirada na abstração de problemas sociais como a homofobia e a xenofobia. Com referências militares e homoeróticas e uma atmosfera homopunk, que trazia mensagem de tolerância zero contra radicalismos, o estilista apresentou looks repletos de patches. O brim Vancouver trouxe os pontos de cor à coleção, focada nos tons de cinza. Destaque ainda para o tecido Sharon, também Vicunha, que arrematou a atmosfera pesada e urbana da coleção em jaquetas, shorts e calças com acabamento resinado.
Isaac Silva: Inspirado na artista Elza Soares e no movimento Geração Tombamento, de fortalecimento dos jovens negros urbanos, o estilista Isaac Silva criou uma coleção alegre e cheia de referências urbanas. Para a produção de calças com cós alto e jaquetas oversized, o estilista apostou nos brins Color Jeans Stretch, na cor preta, com elastano, e White Jeans Stretch, de acabamento natural, com as casquinhas da fibra de algodão aparentes. Nesta coleção, priorizei produtos 100% made in Brasil. Aproveitei as bases da Vicunha para aplicar interferências artísticas bem afrontosas, explicou.
Igor Dadona: Integrante do line-up oficial do evento, o estilista Igor Dadona se inspirou no Dicionário de Tristezas Obscuras, obra do artista John Koenig, sobre uma coleção de palavras inventadas que servem para oficializar emoções que as pessoas sentem, mas não conseguem explicar. Para a criação da coleção, escolheu a sarja Vicunha Cher, com acabamento brilhante e resinado. Casacos estruturados levaram o brim Kidman, de visual refinado e brilho especial. Os tecidos trouxeram o equilíbrio entre sofisticação e agressividade, como os resinados que lembram couro, mas ao mesmo tempo possuem um toque quase acetinado, destacou.
Cem Freio: O estilista Apolinário apostou nos extremos para a criação de uma coleção que mescla a alta costura e o streetstyle. Os jeans vieram em cortes secos e de aspecto inacabado, com pegada de alfaiataria. Para a criação de casacos, vestidos e calças oversized, o estilista utilizou os brins Comaneci e Ska, de alta elasticidade. Busquei uma dialética dos extremos, com a conversa entre o feminino e o masculino. Escolhi tecidos Vicunha com espessura consistente, para dar essa cara de alfaiataria e alta costura, explicou o designer.
Ale Brito: Para o Inverno 2017, o estilista Ale Brito explorou o mood esportivo, com roupagem industrial e urbana. Inspirados em uniformes olímpicos, os looks resgatam a estética dos anos 90 e início dos anos 2000. A alfaiataria ganhou destaque, com trench coats e jaquetas que conferiram peso ao visual atlético. O denim premium de aspecto vintage Benson e o rígido Tasmânia foram utilizados em sua forma bruta para criar uniformes estruturados, que brincam com formas geométricas.
Heloísa Faria: A coleção de Heloísa Faria resgatou elementos dos filmes do cineasta David Linch, unidos a referências de uma viagem que a estilista realizou pela Califórnia de motorhome. O denim foi uma das principais escolhas para refletir a “resistência” necessária no deserto. O jeans está presente em todas as minhas coleções e tem a ver com a vida ativa que nós levamos, explica. O denim robusto Illimani, de composição 100% algodão e visual de authentic denim, foi base para vestidos, calças e saias. O artigo também foi usado no avesso, em casacões com detalhes em lã. Já o tecido Colin Black, black denim de camisaria com toque macio e caimento perfeitos, foi utilizado em peças mais leves, como vestidos fluidos.
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