Vicunha promove desfile virtual com tecidos funcionais

Os tecidos funcionais vêm ganhando força já algum tempo e, com a pandemia causada pelo novo coronavírus, essa tendência se intensificou rapidamente e pode ser inserida no mundo da moda incluindo também looks modernos e práticos.

Antenada com as últimas tecnologias dentro do mercado têxtil, a Vicunha apresentou na semana passada seu primeiro desfile virtual, em parceria com 13 estilistas que assinaram peças com os artigos da linha V. Tech Protective. A coleção foi lançada recentemente e inclui tecidos com propriedades antibacterianas, antivirais e repelentes, contando com a proteção contra o SARS-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19.

Ao todo, foram apresentados 17 looks desenvolvidos pelos estilistas, criadores parceiros e pela Vicunha em peças no gender, mais amplas, com inspiração utilitária e esportiva, repletas de detalhes como faixas, cordões, fivelas, zíperes, mosquetões, elásticos, além de uma profusão de bolsos e costuras marcadas.

Os tecidos foram valorizados pelas modelagens e construções diferenciadas, em opções mais limpas e aspecto clean em lavanderia. Destaque ainda para os macacões utilitários, camisas desconstruídas com laços, babados e franzidos, conjuntos com estampas geométricas e casacos, com foco no sportswear e  que podem vir com mochilas acopladas.

As peças conceituais visam auxiliar e inspirar o mercado de moda na criação de roupas que possam facilitar o dia a dia das pessoas neste momento unindo segurança, praticidade e conforto.

Participaram do desfile as marcas e estilistas: A La Garçonne, Another Place, Amapô, Caiu Toró, Diego Favaro, Daura, Igor Dadona, Isaac Silva, VIHE, Cartel 011 CZO, Jal Vieira, Uma e Das Hauss, para interpretar a linha em criações exclusivas, com peças atemporais, criativas e genderless alinhadas à proposta da coleção.

Isaac Silva trabalhou com um tecido leve antiviral, na cor blue jeans. “Desenvolvemos um macacão com bolsos que é fácil de vestir, e uma capa-casaco unissex para compor o conjunto. Criações que dialogam muito com o momento de pandemia que vivemos. Um look confortável, prático e ao mesmo tempo bonito ao vestir”, comenta.

Diego Fávaro buscou inspiração na técnica de moulage, onde o processo de criação é feito em um manequim. “Isso proporcionou a nós a visão da peça na sua forma de terceira dimensão, como ela deve ser usada e como se comportaria na prática. Pensamos em um shape amplo, que lembrasse capas de chuva e, desse ponto de partida, construímos a nossa roupa do presente, capaz de proporcionar conforto e proteção, podendo ser usada como regata, ou poncho,” descreveu.

“Cada linha aplicada diz respeito à minha trajetória, cada linha me representa”, afirma Jal Vieira que criou uma camisa e uma calça pantacourt repletas de bordados em linhas contrastantes.

A UMA apresentou casacos com e sem capuz, em uma azul limpo, com desfiados, franzidos e parte de trás alongada. “Atualmente, o easy to wear é obrigatório”, comenta Raquel Davidowicz, proprietária da marca UMA.

A Cartel 011 investiu em um quimono com toques esportivos onde entram detalhes de fivelas e faixas no vermelho e assimetrias.

“Entendemos que, neste momento, a função primordial da moda é diminuir o medo das pessoas em comprar e usar roupas. Estamos falando do surgimento de uma nova categoria de roupas, que funciona como um ‘escudo’ e que visa aumentar a sensação de segurança das pessoas ao sair de casa, oferecendo proteção e praticidade no dia a dia. Por isso, acreditamos que esses tecidos são ideais para a criação de peças que, além de protetivas, sejam confortáveis, funcionais e versáteis para o novo lifestyle do consumidor,” explica German Alejandro, diretor comercial e de marketing da Vicunha.

“Sabemos que vai haver uma necessidade e uma procura maior por roupas mais confortáveis. A tendência do trabalho em casa está cada vez mais forte e as pessoas vão precisar de peças práticas e, ao mesmo tempo, com informação de moda. Por isso, as bases escolhidas foram pensadas para o desenvolvimento de peças utilitárias, em criações agênero e atemporais”, disse German.

Para o diretor comercial, o investimento em tecnologias especiais e tecidos funcionais sempre fez parte do desenvolvimento de novos produtos da empresa. “Iniciamos a pesquisa para a criação de uma linha dedicada à proteção das pessoas logo no início da pandemia, evoluímos e nos adaptamos rapidamente como indústria às necessidades do mercado. Estamos sensíveis e atentos aos novos movimentos do mercado e do consumidor final e temos a missão de trazer soluções para a cadeia de moda que estejam alinhadas ao espírito do tempo e, por isso, apresentamos ao mercado esse lançamento”, conta.

Tecidos

A coleção V. Tech Protective é composta por tecidos funcionais com propriedades antibacterianas, antivirais e repelentes, e chega ao mercado com três diferentes acabamentos: antifluido, antifluido e antibacteriano, e antiviral e antibacteriano.

Antifluido: com tecnologia ZELAN R3 (Teflon EcoElite™), que forma uma barreira de proteção química invisível ao redor das fibras do tecido, o acabamento evita a absorção de líquidos e fluídos e também previne a transmissão de partículas líquidas, não deixando molhar o tecido.

Antifluido e antibacteriano: os tecidos com este acabamento utilizam duas tecnologias – a de controle de odores, à base de íons de prata, responsável por interromper o ciclo de reprodução da bactéria – e a outra de fluorcarbono, responsável pela repelência. A tecnologia forma uma barreira de proteção química de efeito antifluido, que evita a absorção de líquidos e fluidos e também previne a transmissão de partículas líquidas, não deixando que elas entrem e saiam do tecido.

Antiviral e antibacteriano: capaz de destruir mecanicamente a parede dos vírus envelopados, incluindo o SARS-CoV-2, vírus responsável pela Covid-19 e pioneiro no segmento jeanswear no Brasil, o tecido utiliza a tecnologia suíça HeiQ Viroblock by CHT e traz uma combinação inovadora de duas tecnologias – a atividade antimicrobiana dos sais de prata e a tecnologia de vesículas de gordura. Além da rápida ação antiviral comprovada em laboratório, com redução de 99,9% dos vírus em apenas um minuto de contato, a tecnologia tem efeito também contra bactérias e fungos.

Fonte: Vanessa de Castro | Fotos: Divulgação