Vicunha reforça seu compromisso com a tecnologia, inovação e sustentabilidade

A Vicunha deu início à Semana de Lançamentos das Tecelagens na Denim City SP, com a palestra da coolhunter Lola Botti e do coordenador de marketing, Chico Gonzalez  e o tema, Beyond Trends: Insights aplicados e inovação com propósito, onde entram inspirações como “Sensitive Wisdom – a Sabedoria que se Sente” com cores que giram em torno dos marrons, rosas lavados, lilás, amarelo vivo e prata. Aqui aparecem lavagens suaves, toques urbanos com tons apastelados, shapes arquitetônicos com volumes em diferentes áreas das peças, como as saias evasês e godês, além de conforto e tecidos que envolvem o corpo. Os beneficiamentos passeiam ainda pelo mood artsy com efeitos tie dye, pinceladas e manchados.

Acabamentos em veludo, flocados, entre outras texturas, sugerem um refinamento às peças. Alfaiataria com toques românticos podem vir em looks all denim ou clean em calças retas. O denim raw ganha destaque pelo aspecto limpo e sofisticado.

Renewed Journey – Crescimento dos Caminhos Regenerativos” aposta em tons terrosos, verde militar, laranja e azul turquesa, em peças como utilitários com volume, cores neutras, jaquetas com apelo urbano e estampas folk com toques artsy, muito laser, dirty e manchas orgânicas em lavanderia. Aqui o denim vintage faz sucesso, assim como a modelagem barrel, totalmente redecorada. Já os brocados ganham aspecto used ou sofisticação através dos brilhos. Ainda para os homens, a carpenter ganha um estilo repaginado.

Chaos Aesthetics – Beleza na Desordem” traz o vermelho como destaque e nuances de vinho, verdes – do abacate ao azulado, além de cinzas e marrons. Em lavanderia podem ser trabalhados sobretingimentos, efeitos queimados ou corrosivos, e blacks com texturas e manchados ou fosco e marmorizados. As skinnys voltam com tudo em peças com cintura baixa, alto stretch e visual clubber, noturno, com detalhes que chamam atenção como contraste de costuras, brilhos, modelagens deslocadas, reservas de cor. Há ainda fits que vão do slim ao oversized no denim black, para o público masculino e feminino, onde entram barras alongadas, wide leg e a flare. O aspecto de couro também faz sucesso juntamente com brilhos e rasgos, além de foils e efeitos plastificados.

A têxtil deu sequência aos seus lançamentos com palestras e um desfile especial no showroom da marca. Ana Paula Alves de Oliveira, fundadora da Be Disobedient abordou as tendências globais do jeanswear na conversa “Denim Decifra“. Já “O Novo Consumidor Brasileiro – Perspectivas e Tendências de Consumo“, foi o assunto apresentado por Renato Meirelles, presidente do Instituo Locomotiva.

Ana Paula falou sobre a importância de olhar além do produto porque moda não é somente sobre vendas, mas sim um canal para educar, informar, oferecer experiências e sensações que englobam desde a sustentabilidade até cafés, restaurantes e pop ups inusitadas. É a famosa venda do lifestyle daquela grife criando momentos inesquecíveis, sem esquecer dos multicanais. “85% da geração Z prefere momentos do que produtos”, afirma Ana Paula.

E quais os principais pontos que deveriam permear as marcas, atualmente? Pensar que o consumidor tem papel ativo na restauração e regeneração de valor; o ciclo de vida do produto se torna o núcleo do design e da tomada de decisões; modelos de negócios construídos em torno da recomposição e não substituição; e o cuidado do que existe como consciência de consumo.

Ana Paula destacou dois tipos de consumidores:

Rewording/Physical: pessoas que levam seu tempo para observar, refletir e se conectar profundamente com o mundo ao seu redor, sem pressa para tomar decisões. Abraça a quietude e os ritmos naturais, aceitando a imperfeição como parte da beleza da vida, misturando-se ao ambiente em vez de se destacar, criando através do cuidado, calma e conexão. Há a valorização da tradição, artesanato e natureza. Aqui as peças ” aconchegam, protegem em peles ou pelúcias semelhantes a aspectos naturais. O denim vem desgastado e em tons esverdeados, terrosos, acinzentados com manchas e reservas de cor e azuis iluminados ou brilhantes que surge desde a fibra até o acabamento. “Há manchas que parecem acidentais, como rastros de lama deixados no tecido. A imperfeição torna-se ornamento. As roupas parecem vividas e fundamentas na realidade”, comenta Ana Paula. Os jeans são projetados para a vida real com conforto, toque e marcas de uso, além da utilização do upcycling, onde nada é desperdiçado mesclando-se jeans, pele, couro e tecidos pintados. A roupa é moldada pelo tempo e ganha efeitos orgânicos.

Self Era/Digital: pessoas que não têm vínculo com objetos e, nem com marcas, mas sim, com experiências, se envolvem com tecidos e produtos a partir de uma perspectiva crítica, movidos por mudanças e rebeldes com intenção. Buscam transformação, mas através da evasão ou da fantasia, o relacionamento com os produtos é mais contemplativo do que ativo, aceitam a distorção como parte de sua realidade diária. A roupa envolve o corpo, não tem forma, flui, as silhuetas brincam com as costas e frente onde há um desequilíbrio em uma linguagem estética única e exclusiva. Aqui os conjuntos all denim ganham força no workwear e modelagens arquitetônicas onde o corpo se adapta à roupa em artigos rígidos. Destaque para a skinny que pode vir de acordo com seu público-alvo. Em lavanderia surgem muitos rasgos, navalhados, laser que constroem estampas e superfícies digitais, imperfeitas e tecnológicas. Há ainda a mistura do clássico tartan e tecido utilitário que cria um visual fresco, urbano e contemporâneo. A logotipia continua com novas interferências com a identidade da marca reforçada por micro assinatura e padrão. O aspecto denim surge plastificado ou repleto de brocados, acabamento luminoso com inspiração futurista e ousada, além de efeitos corantes que imitam falhas artesanais onde o toque humano é uma ilusão gerada pelo software e o “erro” é um resultado programado. Os detalhes com visual vintage também podem ser gerados através das estampas digitais. A cartela de cores passeia pelos tons de azuis, nude e cinza.
Esse consumidor se relaciona com o digital através da funcionalidade, não da emoção, em uma estética precisa e despojada da humanidade, com eficiência prevalecendo sobre a experiência e a repetição tecnológica substituindo a reprodução humana.

Renato Meirelles traz pesquisas sobre os consumidores e suas compras. E, logo no início de sua apresentação, o profissional diz para o público se colocar no lugar dos clientes, para entender o que desejam. Alguns dados importantes: 30% dos brasileiros são analfabetos digitais, metade da população tem renda familiar de até R$2.394 reais. “A gente tem produto para vender para essa fatia do mercado, ou só vendemos para os mais caros?”, questiona Renato. E continua: “Você tem que fazer o exercício da humildade de se colocar no lugar dessas pessoas, acompanhar não só nas redes sociais, mas também no ônibus, o que essas pessoas estão usando”. Unindo as classes B e C, elas representam 78% do consumo da categoria de vestuário, por isso, vender para maioria, segundo Renato, passa, necessariamente por entender o Brasil. A classe C movimenta por ano, quase R$2 trilhões de reais, é jovem, a maioria tem até 34 anos, majoritariamente negra, menos escolarizada, com lares chefiados, principalmente, por mulheres e informalidade no trabalho.

E a lógica que orienta as preferências da baixa renda não é a mesma das classes mais altas; As mais baixas querem fartura quando comem, já as mais altas, querem um prato balanceado. Loja ideal para a baixa renda tem muitas roupas em uma vitrine. Já se não tem preço, acham que está caro. Quanto menor a renda, maior a participação de roupas coloridas.

“O vestir-se para o mercado da maioria, está diretamente ligado à autoestima, mas vai além, significando status e possibilidade de ser aceito em espaços que costumavam ser discriminados”, afirma Renato.

Por isso, a moda abrange autoestima, inclusão, pertencimento, autorreferenciamento e investimento. “O ato de comprar vestuário ou calçados é considerado pelos consumidores de baixa renda, como um agrado/carinho que fazem para si mesmos. Sentem-se muito bem ao poder comprar, com seu próprio dinheiro, roupas novas e se vestir com aquilo que gostam e que reflete sua personalidade. Logo, a compra de vestuário tem um impacto direto na autoestima e autoconfiança de grupos que, historicamente, não acessavam facilmente bens de consumo”, diz Renato.

A classe C também acredita que estar bem vestida é uma forma de ser melhor aceita, passar uma boa impressão. Segundo Renato, 59% dos brasileiros das classes CDE buscam inspiração de moda e beleza em personalidades, influenciadores com origens em realidades parecidas com a sua e 7 em cada 10 pessoas dessas classes sociais preferem marcas e empresas que tenham valores parecidos com os seus.

Vem crescendo também a compra em marketplaces com fotos reais da roupa e comentários sobre os produtos entregando maior segurança para o consumidor. Lojas de bairro ainda geram identificação e proximidade com as pessoas. “As consumidoras são diferentes, plurais…não é fácil, o trabalho de vocês, não é fácil escolher o que comprar, não é fácil montar os looks, sendo estilista, não é fácil estar conectado com todas as modas presentes nas redes sociais, mas vocês têm a oportunidade no dia a dia, de se olharem no espelho e dizerem: nossa, eu ajudo muito, eu contribuo muito, o meu trabalho é fundamental para que as mulheres brasileiras sejam muito mais felizes”, finaliza Renato.

Desfile

A Vicunha promoveu ainda um desfile com 27 looks, de 15 marcas e novos designers como Alexandre Herchcovitch, DOD, LED, Essense Company E`C, Gefferson Vila Nova, Open Studio, Amapô Jeans, Reptilia, Bold Strap, Isaac Silva, MNMAL, Working Title, Marcelo Zantti, Ufo Way, UMA e CAZUHÊ.

Cada estilista levou à passarela produções que interpretam os novos caminhos da moda jeanswear por meio de materiais tecnológicos, sustentáveis e com apelo de design e conforto, além de um olhar sofisticado e autêntico. Destaque para as modelagens amplas, mood utilitário, acabamentos plastificados, inspiração no sportswear, muitas listras e sarjas em tons neutros ou com aspecto natural, além dos amarronzados trabalhados do avesso. Wide leg, pantalonas, jorts e flare ganham espaço juntamente com os fits amplos, dos meninos.

Lançamentos

A Têxtil aposta em lançamentos com muita tecnologia, conforto e sustentabilidade com matérias-primas diferenciadas e com baixo impacto hídrico e de carbono. Os artigos também valorizam a versatilidade em visuais que vão do streetwear à alfaiataria.

“A sustentabilidade não é apenas um pilar estratégico para a Vicunha, ela está na raiz da empresa e é um compromisso contínuo. A partir deste jeito de pensar e fazer denim, criamos uma coleção primorosa, que apresenta uma multiplicidade de bases de tecidos, trazendo visuais inovadores que caem bem com lavagens e acabamentos genuínos e criativos”, destaca Renata Guarniero, gerente de Marketing da Vicunha.

Destaque para o Pamplona, da linha Denim Colour – V. Original, em 100% algodão, peso de 8oz e largura de 1,64m, uma sarja nobre, 3X1 com estrutura densa, visual flat e toque sofisticado, ideal para peças casuais e premiums. Já o Positano vem no algodão e elastano, construção desenho com diagonal bem marcada, peso de 7,2oz e stretch de 29%. Do Denim Colour – V. Eco, o Maldivas é um artigo super leve e confortável com aspecto rústico e natural onde entram casquinhas de algodão na superfície e surge no algodão, Modal, fibra sustentável da Tencel e linho, construção tela, peso de 4,8oz e largura de 1,70m.

Musk é da linha Denim Colour – V. Tech, com peso de 7,3oz, stretch de 24%, em algodão, poliéster e elastano. Ele vem com acabamento glossy que confere brilho e sofisticação e novas cores como o khaki claro, médio, cinza e off white. O Itamambuca ganha toque suave e respirabilidade, e vem no algodão e Liocel.

A família Denim – V. Moove Energy ganha o Tennessee, um artigo Less Water, produzido com menos água, que vem no algodão, poliéster e elastano, com construção broken twill, peso de 11oz, largura de 1,68m e stretch de 30% em um tingimento intenso em puro índigo e com ótima performance em lavanderia, ideal para peças com referências country e tecnologia Vicunha HRS – High Recovery System que confere estabilidade dimensional e recuperação da forma. O Frades Dark vem no algodão, poliéster e elastano, com peso de 8,5oz e tingimento special dye. Já o Sandy Power vem com stretch de 45%, tingimento no maxi blue, peso de 8oz, em algodão, poliéster e elastano, com matéria-prima reciclada pré-consumo que reaproveita todos os resíduos do processo produtivo da Vicunha.

O Ester Baby Blue Plus faz parte da família Denim -V. Moove Effects, vem no algodão e elastano, super stretch de 55% para ajustes perfeitos, peso de 8,7oz, tingimento baby blue, com efeito flamê no urdume, toque macio e produzido com 100% água de reúso. O Ester Black Black Plus vem no algodão e elastano, com peso de 8,7oz, largura de 1,71m, alto power de 47% e tingimento special black com sobretingimento preto que confere uma cor profunda e intensa.

No Denim Colour surge o Alec, em algodão e elastano, peso de 8,6oz e diagonal bem marcada.
Da família Denim – V. Original, o Felipe é um artigo 100% algodão com construção desenho, peso de 10oz, largura de 1,70m e tingimento double denim, em puro índigo. Inspirado no estilo japonês, ele vem com listras brancas elaboradas na maquineta para um visual autêntico e artesanal e também produzido com redução de água. Já o Nino vem na estrutura de sarja diagonal bem pronunciada, 6×2, largura de 1,72m e tingimento Special Finish, com sobretingimento em azul intenso e super escuro, ideal para peças com visual contemporâneo e sofisticado. O Wilson Brown vem no 100% algodão, peso de 10oz, na sarja 3×1, com efeito flamê no urdume e avesso marrom acastanhado, é um tecido robusto e vem inspirado no denim vintage e nas tendências utilitárias e workwear. Pode ser usado do direito e do avesso e permite rasgos e puídos.

A linha Denim – V. Light traz o Mavie em algodão, Liocel, fibra sustentável da Tencel e construção tela, com peso de 4,8oz, no tingimento Maxi Blue, em puro índigo. Tem alta resistência, toque suave e absorve a umidade. Recomenda-se processo de biopolimento na lavanderia.

Dentro da família, Denim – V. Moove Effects Premium, o Marcela vem com peso de 9,4oz, tingimento maxi blue, stretch de 52%, no algodão, poliéster, viscose e elastano, um tecido especial, com efeito flamê no urdume, toque macio, conforto térmico com frescor, tecido durável, permite rasgos, puídos com aspecto natural e tom no puro índigo. O brim Kimmy WE também possui a mesma composição, com destaque para o seu alto stretch, possibilitando maior movimento. Já o Musk conta com uma resina que confere brilho e sofisticação, sendo ideal para criações elegantes, modernas e confortáveis.

Todos os tecidos lançados nesta coleção podem ser adquiridos com a tecnologia Polygiene® Freshness, que inibe o crescimento de bactérias causadoras de odor e evita a impregnação de cheiros externos nas roupas. A solução inovadora possibilita que as peças se mantenham frescas por mais tempo e necessitem menos lavagens, minimizando o consumo de água e produtos químicos, além de ampliar a vida útil das peças.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Equipe Guia Jeanswear