WTNB traz a cultura japonesa aliada à sustentabilidade

A WTNB, comandada por Ana Clara Watanabe, apresentou na semana passada, a última coleção de uma série de 4 capítulos em uma moda atemporal e sustentável que percorreu o ano de 2025 em uma collab com a Canatiba e a TENCEL™.

“Nossas parcerias não têm um formato específico, fazemos tanto com grandes varejistas como C&A, como com as pequenas marcas, independentes, autorais, onde estão os grandes talentos e, entendemos que esse trabalho de educar o consumidor final, tem que abranger todas as frentes”, comenta Juliana Jabour, Gerente de Desenvolvimento de Negócios Têxteis do Grupo Lenzing na América do Sul.

“Foi um prazer acompanhar a marca durante esse ano de 2025, com uma coleção dividida em 4 drops apresentados em maio, julho, outubro e o quarto, agora em dezembro. E o desfile foi a coroação onde cada lançamento ia acrescentando coisas da linha anterior”, explica Juliana.

A marca segue o mote da sustentabilidade desde o início e, traz uma moda autoral e slowfashion, sempre pensando no design e no conforto e valorizando o trabalho manual e a produção em pequena escala.

O último drop tem como título “Toki No Korom” (O Vestuário do Tempo), o ponto de encontro entre o passado e o futuro em peças que evocam proteção, pertencimento e respeito aos ciclos naturais. Pela primeira vez, a WTNB lançou uma linha de calças em sarja em bases mais pesadas, juntamente com o algodão.

A inspiração se voltou à filosofia japonesa e de vivência no sítio da família, onde o futuro se encontra com a ancestralidade. A ideia foi pensar nessa comunidade que vai habitar a agro floresta daqui 100 anos e quem são esses personagens. Por isso, o desfile apresentado trouxe as figuras de guerreiros com capas de fibra de banana, peças estruturadas ou como se fossem mediunidades em modelos que lembram origamis ou quimonos, em sarja ou denim bruto onde entram plissados, mistura de tecidos, desenhos e inscrições milenares.

“A WTNB nasceu como uma marca em que a sustentabilidade é nosso core e sempre buscamos formas de introduzir isso, não só pela busca de uma matéria-prima de base natural, por exemplo. Minha pesquisa começou com upcycling de tecidos e peças. Eu fazia uma rota por fábricas de São Paulo comprando peças pilotos para desmontar e refazer e, esse ano, começamos o plantio da nossa agro floresta. Entendemos que precisamos aprofundar nosso discurso e é essa nossa sinergia com a Canatiba e a Lenzing. Os processos da Canatiba de produzirem os tecidos são extremamente sustentáveis e a fibra TENCEL™ é inquestionável quando falamos de sustentabilidade com tudo o que ela carrega”, comenta Ana Clara Watanabe.

A família de Ana Clara mantém um sítio em Pindamonhangaba, uma cultura de algodão regenerativo e também plantam outras culturas e, a ideia é usar, o algodão na produção dos próprios tecidos. “Será o próximo capítulo de uma cadeia que nasce do solo e retorna a ele, fechando o ciclo da criação com coerência e propósito”, diz Ana Clara Watanabe.

Seus modelos ganham muitas camadas, volumes, recortes, por isso, a escolha do melhor artigo é essencial. A marca iniciou o ano com o Verão, em opções leves que tinham composição de TENCEL™ e linho e funcionavam muito bem para esse clima, mas também no Inverno, onde conseguiram trazer a fibra Lenzing em outras composições e repensar novas formas.

“Eu aprendi muito no showroom da Canatiba, onde pegávamos pilotos de tecidos para produzir a mesma modelagem, em bases diferentes para entender o caimento de cada um e aí escolher o melhor artigo”, comenta Ana.

O TENCEL™ entra nas bases da Canatiba, tanto na mistura com algodão quanto com o linho para poder dar vida aos produtos, trazendo todas as características e atributos da Lenzing, como toque e maciez juntamente com o viés sustentável.

Fonte: Vanessa de Castro | Foto: Divulgação