Toda temporada de moda, tem sua versão mais “pé no chão” quando desfila no catwalk americano. E é quando o denim veste essa intenção da cabeça aos pés, que temos as visões mais claras do que as pessoas realmente vão vestir.
O line-up equivalente ao Inverno 2019 apresentado na capital não fugiu à regra. O retrô Vitoriano de Rebecca Taylor. O ode aos anos 80 de Adam Selman. O amor como ele acontece na visão de Colovos. Todos, buscaram leituras mais concretas para o look total denim. Lavagens e volumes foram colocados em interpretações mais usáveis. Um direcionamento que implicou em menos sugestões de peças únicas, e mais combinações aptas a vestir a realidade sem necessidade de “tradução”.
O macacão longo, apareceu menos, e quando deu as caras fugiu completamente da referência worker. Ao invés disso diluiu-se na amplitude do streetwear, nas formas jogger, e em construções extremamente femininas lembrando o corselet e o longo de festa. Em concordância com esta linha, tivemos um espaço maior para o apelo comercial dos vestidos, que variaram nos estilos camponesa, kimono, envelope e tomara que caia.
Mas os reais protagonistas de Nova Iorque, foram de fato, os mesmos da vida real: os combos de jaqueta com calça ou saia jeans. Associações familiares que foram atualizados por um outerwear valorizado por muita pele no interior, mangas e golas. Os fits carrot, slim e as saias sequinhas partidas por fechos atuaram como complementos ideais.
O jeitão de tecido rígido imperou, com destaque para cartelas macias de azul delavé, envelhecido e dry. Tons de índigo, que foram devidamente diversificados pela importante presença do grafite na estação.
FONTE: Vivian David | Fotos: Reprodução
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