Denim em pauta na WGSN

A WGSN, empresa de pesquisa de tendências, promoveu na última terça-feira (26-05) um encontro com clientes e imprensa para abordar o panorama atual do mercado de denim. Segundo Mariana Santiloni, responsável pelo atendimento, o jeans demorou para cair nas graças do público, tornando-se popular nos anos 50. Os anos 80 marcaram a modelagem baggy e as jaquetas bem largas, e os anos 90 as lavagens claras. Em 2000 o foco foi e continuando sendo a sustentabilidade e a tencologia nos tecidos e, este ano foi marcado por looks totais em denim nas passarelas de marcas de luxo e, também nas filas A dos desfiles.


Mariana abordou também a crise que muitas empresas vêm passando, porém o mercado do denim não vê sinais tão ruins: Segundo dados colhidos pela WGSN o segmento tem lucro de 250 bilhões por ano no mundo com 4 bilhões de calças jeans vendidas. Só na Topshop (em todas as suas lojas) saem 7 pares de jeans por segundo e, 50% da população mundial está usando jeans agora.


TENDÊNCIAS


Em pesquisas pelas principais feiras de moda, a WGSN vê uma “democratização” das marcas expositoras. “Não importa se é uma Diesel ou G Star, uma grife desconhecida ou mais simples, na feira Blueprint em Amsterdã, uma das principais atualmente, os stands são do mesmo tamanho, com foco no produto e menos ostentação”, afirma Mariana.
Confira as principais tendências atuais, sem estações definidas, apresentadas por Mariana.


Textura e toque: são o foco da vez em tecidos macios, com elastano e fits que mesclam o esportivo e o sofisticado.


Tramas de fibras naturais: como o lyocel, malha indigo e muito conforto.


Brilho discreto: jeans com aspecto de alfaiataria e brilho super limpo no próprio tecido.


elasticidade: alto power principalmente nas skinnies e jeggings.


Branco: volta com tudo, seja ele com puídos ou desgastes ou com respingos, aspecto resinado.


Cropped flare: aos poucos vem conquistando o público mais moderninho.


Skinny com cintura alta acima do umbigo e detalhe de zíper invisível na lateral como se fosse uma legging.


Biker com recortes: com mistura de tons preto e recortes nas laterais.


Chemisier: com a barra dobrada ou desfiada.


Aplicações: em jaquetas, calças e casacos com pathcs e referências streets.


Bordados: com pedras preciosas coloridas ou no prata.


Barra dobrada: maiores, mais chapadas.


Sustentabilidade: não mais uma escolha, mas sim uma exigência com lavagens que misturam vegetais e menos produtos químicos.


Aviamentos: tipografias simples e etiquetas cleans com as iniciais das marcas ou duas cores, desenhos à mão e minimalistas. Para o público masculino etiquetas quadradas ou triangulares, referências militares, auto relevo, efeitos vintage. Logos bordados no cós da calça ou costas das jaquetas, couro manchado e tags em papelão. O denim também nas etiquetas e botões.


Jeans em outros mercados: como decoração em almofadas, jogos de cama, tapetes e outros.


Festival Coachella: o Festival com referências aos anos 70 traz muito jeans used. Destaque para looks totais em denim, tops cropedds, coletes, franjas, camisas jeans, estilo normcore com peças mais simples e deni mmais limpo ou ainda vintage com uma profusão de rasgos, puídos e desfiados. Aspecto artesanal e do feito à mão é muito forte por aqui. Dos anos 80 e 90 inspiração vinda do hip hop com bermudas larguinhas. Ainda surgem macaquinhos e macacões, inclusive com calça flare, vestidos leves, saias com abotoamento frontal e shortinhos destroyeds com cintura mais alta, bordados lúdicos e retalhos.

VANESSA DE CASTRO | FOTO: REPRODUÇÃO

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