Influências de Tóquio para o mercado nacional

A mulher brasileira no geral, tem preferência pelo jeans com visual enfeitado. As japonesas, à sua maneira, bem mais lúdica e mimosa, também. O jeans nacional é exigente de peças mais trabalhadas, decorativas e ornamentais. O jeans asiático, por sua vez, caracteriza-se por um visual mais rico em detalhes, e apelo trendy mais corajoso, atendendo às necessidades de uma população, cuja fisionomia similar e lifestyle extremamente disciplinado, encontram na moda um canal para expressão e diferenciação pessoal.



Tal cenário, coloca Tóquio, a grande metrópole japonesa, como uma fonte de pesquisa diferenciada, principalmente para a moda brasileira, cujo DNA é mais vaidoso e exigente de ornamentos. Diferentemente da moda dos Estados Unidos e Europa, os asiáticos caminham para uma aparência mais trabalhada, em detrimento do jeans básico. Nossa galeria de imagens sintetiza tendências identificadas nesta grande metrópole, passíveis de referenciar em território nacional, profissionais do desenvolvimento e estilo ligados ao universo denim. Os principais apontamentos, encontram-se sintetizados nos tópicos que seguem:



LAVAGENS: As lavagens manchadas e descarregadas no pigmento índigo, remetendo à decada de 90, através do acid wash, mostraram-se mais recorrentes e renovadoras nas coleções de Tóquio.



ESTAMPAS: As estampas lembram as lavagens manchadas, e dialogam com a aparência irregular das lavagens ácidas e descarregadas, trabalhando as diferentes nuances do pigmento índigo. Entre os principais padrões, estão os florais botânicos, azulejo português, e camuflados alterados. Elas podem ser contínuas, ou estampas com toque falhadas em motivos lúdicos como estrelas e polka-dots, Quase sempre, recebem a interferência de um devorê intenso.



AVIAMENTOS: Rendas, contas de pérolas e peles. Estes foram os materiais mais “vaidosos” recorrentes nas coleções de jeans de Tóquio, e portanto mais oportunos para serem levados ao jeans das brasileiras. Embora não sejam materiais tão novos, a lógica Asiática mostrou notável renovação na forma de aplicação de tais elementos, ao concentrá-los em excesso, mesclando diferentes materiais ou tipos de renda, em excesso, em uma única peça. Na maioria de suas aparições, as rendas formaram volumes e saliências nos shorts, especialmente no contorno dos bolsos frontais, onde a aplicação quase sempre é solta ou franzida formando babados. As rendas também forraram espelhos de bolsos, e cós, e foram usadas para “partir” a peça em aparências assimétricas, em combinação com as pérolas ou como resultado de diferentes posicionamentos. Nas saias, forma uma camada externa decorativa em construções simples.



CONSTRUÇÕES: Nas calças, o visual frontal lembrando a parte traseira do jeans, através de bolsos externos e simulação de palas, constou como uma das “sacadas” mais irreverentes que alteraram de maneira curiosa o jeans. A idéia veio mais literal no jeans masculino, com etiquetas migrando para a vista frontal das calças, e bolsos rebaixados. A aparência peculiar, convertida para o ambiente nacional, mostra mais afinidade para com o público relacionado ao skate, e cultura street. Para os demais estilos, sinaliza para mais recortes “quebrando” o cós e a parte superior dos quadris, e para o retorno dos bolsos externos e planos como elemento de renovação das calças.



SUSPENSÓRIO: Influência dos anos 90, as jardineiras caracterizadas pelos suspensórios embutidos na saia, e as jumper pants (calças com suspensórios) com modelagens soltas estilo saruel se destacam como uma construção que eleva a leitura de muitas peças. É bom lembrar que no varejo net a fisionomia gira também nas calças skinny, e no geral, a fisionomia promove uma leitura lúdica, inocente e desencanada para o visual. Uma excelente influência para o público teen, e mesmo para elevar o mix das coleções com apelo fashion mais básico e posicionamento neutro.



OUTERWEAR: Coletes térmicos com golas volumosas, jaquetas college interpretadas no jeans com aparência usada, e a fusão da jaqueta básica volumosa com as golas estruturadas da alfaiataria constam como aparências principais. Destacamos para o território nacional, o apontamento para uma maior liberdade nas interpretações de casacos em devim, e principalmente, salientamos a idéia do denim mais pesado, ocupando o status de agasalho, graças à mantas térmicas ou forros com pele.



FITS: A skinny aparece mais trabalhada em recortes, ajustada, e com bolsos externos. No mix masculino, modelagens soltas com apelo street desleixado.



ALFAIATARIA: Pences, pregas, cós mais largo e as construções mais alinhadas da alfaiataria ganham leituras descoladas em fits relaxados, lavagens manchadas, e calças com ganchos extremamente soltos.


ViVIAN DAVID / FOTOS: EQUIPE GUIAJEANSWEAR

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