Esqueça a economia de bordados, a cautela nas aplicações, ou toda sorte de parcimônia na definição das interferências que irão alterar a superfície do denim. Após um longo período de reverência ao estilo essencial, segmento jeanswear global agora busca um respiro para as interpretações minimalistas que vem marcando as coleções. Esta foi a grande mensagem e posicionamento da feira White, que aconteceu entre os dias 27 e 29 de Fevereiro em Milão.
Com um crescimento de 15% no número geral de frequentantes, o público internacional da feira foi composto por visitantes de países como Korea, China, Japão, Alemanha, França, Espanha e Estados Unidos. Embora seja uma feira menor e menos conhecida em termos de influência, a White atua no cenário global como um inspirador observatório para a moda casual, dada a sua localização privilegiada (Tortona – Milão) e seu sortimento de expositores caracterizado pela originalidade.
Estampas e padrões excessivos deram o tom da maioria das coleções agrupadas no evento. Para além dos motivos cativantes, o denim fugiu bastante do comum, especialmente na tendência cigana/étnica; que incluiu belas decorações de miçangas lembrando o trabalho de joalheria antiga em coletes e jaquetas militares. Dentro deste estilo, trabalharam marcas como a Dassios e outras.
O jeans foi também alvo da interferência cintilante dos paetês; alegando como inspiração a ambiência barroca: tópico da marca Dont Cry Milano. Nos demais tecidos que irão dialogar com o ítem, os desenhos foram mais coloridos e irreverentes. Em síntese, no quesito estampas começa a emergir entre os lançamentos o retorno da intensidade, e dos excessos; figurando como palavra ordem em evidência principalmente no segmento jeanswear.
VIVIAN DAVID | FOTOS: REPRODUÇÃO
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