O visual do denim nas coleções Pre-Fall 2021

As restrições às viagens ocasionadas pela pandemia da Covid-19 tem elevado cada vez mais, o valor de uma pesquisa de tendências profunda e direcional. E se antes o percentual de influência maior dessa curadoria de referências correspondia ao capturado nas ruas e passarelas, hoje é muito mais forte no digital.

A grande questão a ser revelada, é como o denim, este tecido icônico e imbatível vai se moldar para enfrentar a temporada de frio que está por vir. Especialmente se pensarmos que ele precisará se vestir para enfrentar um mercado imprevisível e em crise. Mas ao mesmo tempo, ávido por um visual capaz de negar todas essas imposições.

Entre os principais escapes, as coleções de Pre-Fall apresentadas em formato lookbook, esboçaram que teremos a nostalgia se esboçando como influência principal. As fantasias vão girar em inspirações que propõe desde o retorno pleno à normalidade, desde um cenário de liberdade até o do conformismo.

Dsquared2

O retrô estará presente na proposta escape libertador no resgate de volumes dos anos 90, e no retorno das calças baggy propostas pela Etro e Rag & Bone. Também em uma nova visita ao senso de liberdade dos anos 60 e 70, que irá enfatizar a modelagem do jeans flare, a exemplo de Norma Kamali.

Como reação inversa e em proporção menor, algumas apresentações ainda exploraram o perfil de mulher caseira, com babados e produções inspiradas na vida doméstica – exemplo de Batsheva. Nestas criações, o jeans veio mais leve, e fugiu bastante do look five pockets, explorando amarrações e cós elástico.

Mas foi a fantasia de retorno à normalidade que mais marcou as interpretações em denim. Nas coleções que idealizaram o jeans para seguir este caminho, o look andarilho e étnico marcado por traços do passado foi a inspiração principal. Além disso, da nostalgia, o senso de liberdade de uma vida itinerante também ganhou forma nas preferências de estilo mais atuais da moda de rua, a exemplo da Dsquared2.

Entre as peças com forte apelo comercial sugeridas para a temporada, as coleções esboçaram a ênfase no conforto e imediatismo chic dos macacões longos, propostos por Norma Kamali e confirmados por Veronica Beard.

Mas a peça-chave mais saudosa, e que talvez represente uma das aspirações mais fortes para a temporada, provavelmente é a saia feminina longa. Em Chanel, o modelo foi explorado com abotoamento frontal e versão longa e estampada – sugerindo uma aposta de vestido “separável” graças à formação de conjunto com a camisa no mesmo tecido.

Um caimento semelhante, porém mais curto foi sugerido por Veronica Beard, que incluiu a saia franzida e cortada em anéis, estilo camponesa. Já na Dsquared2, a peça foi sugerida em modelagem rebuscada mixando tons de lavagens, e explorando pregas e pences.

A forma como essas referências vão interferir na moda nacional, obviamente dependerá do clima, do target e principalmente da ousadia de cada marca em lançar moda ao invés de apenas segui-la. O olhar seletivo das peças-chave com apelo comercial vaidoso, fácil processo produtivo, e potencial para moldar ou as acentuadas curvas nacionais, ou mesmo libertá-las em feminilidade, sem dúvida, é o melhor indicador.

Fonte: Vivian David | Fotos: Reprodução

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